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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas

Circula nos grupos de WhatsApp um vídeo gravado por um ex-candidato ao cargo de senador por Alagoas, no qual ele diz que medicamentos contra a Covid-19 não estão sendo fornecidos pelas unidades básicas de saúde de Maceió. A informação é falsa.

“Enquanto o rico vai pras farmácias e compra sua medicação, compra o remédio contra o Covid, o pobre sai daqui [aponta para o Centro de Triagem] com uma receita, sem a medicação. É um absurdo o que está acontecendo nas unidades de saúde pública de Maceió. As pessoas estão saindo com a receita na mão e infelizmente sem a medicação”, diz em parte do vídeo.

Tanto a Prefeitura, quando a Secretaria de Saúde de Alagoas (Sesau) disseram que a informação não procede. A Sesau esclareceu ainda que, após o atendimento nas Centrais de Triagem, a depender dos sintomas apresentados, uma receita médica é prescrita e o paciente orientado a cumprir isolamento domiciliar. Esse medicamento pode ser retirado na farmácia da própria unidade ou adquirido por conta própria do paciente.

“Durante o atendimento médico, quando há a constatação de que o paciente foi detectado com a Covid-19, o médico responsável pela consulta assina um Termo de Declaração de Isolamento (TDI) indicando ao paciente 14 dias de isolamento e receituário, com todos os procedimentos de medicação”, explicou a Sesau.

Vale ressaltar que nenhum medicamento pode ser retirado das farmácias dos Centros de Triagem, ou em unidades de saúde, sem que seja apresentada uma receita prescrita pelo médico que atendeu o paciente naquela unidade. No caso dos pacientes com indicação para o uso de Hidroxicloroquina, tanto o médico quanto o paciente precisam assinar um Termo de Responsabilidade Médica contendo informações sobre os efeitos colaterais desse medicamento.

“Com o paciente ciente e sobre as reações da Hidroxicocloroquina, o Termo de Responsabilidade Médica (TRM) é assinado tanto pelo médico quanto pelo paciente. O medicamento é disponibilizado ao paciente nas farmácias das Centrais de Triagens com a apresentação da receita”, afirmou.

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui para enviar agora.

O público da primeira infância está contemplado na terceira etapa de vacinação contra a influenza, que vai até o dia 05 de junho.  A vacina protege contra três tipos de vírus, H1N1, H3N2 e Influenza, e é muito importante para reduzir os impactos decorrentes das infecções.

O chamamento para essa imunização de crianças e gestantes é reforçado pelo Núcleo de Saúde do Programa Criança Alagoana (CRIA), da Secretaria de Estado de Saúde (SESAU), que acompanha a cobertura vacinal na primeira infância em Alagoas.

“A continuidade das vacinas garante que não haja recrudescimento de doenças já eliminadas no nosso estado, além de prevenir casos novos de doenças imunopreveníveis, contribuindo para qualidade de vida das crianças e suas famílias”, destacou Alessandra Viana, coordenadora do Núcleo da Saúde do CRIA.

A meta em Alagoas é vacinar 90% do público alvo desta etapa, que também inclui puérperas (até 45 dias após o parto) e crianças com síndrome congênita por Zika Vírus. De acordo com Emilly Francine, enfermeira do Programa Nacional de Imunização (PNI), da SESAU, a vacina tem bastante eficácia e segurança.

“As contra indicações da vacina é referente se o paciente teve reações anteriores da vacina, alergia grave a ovo e reações anafiláticas. Nós orientamos que no caso de crianças com sintomas febris, aguardar o desaparecimento do sintoma por pelo menos três dias para então realizar a vacinação”, explicou a enfermeira.

Drive thru

Para facilitar a vacinação de gestantes e crianças, de seis meses e menores de seis anos, a partir de amanhã (29), até domingo (31), a vacina pode ser tomada no sistema drive thru, que está funcionando no estacionamento do Maceió Shopping, das 8h às 16h30. Os pais ou responsáveis devem levar o cartão de vacina, assim como as gestantes apresentarem a caderneta da gestante.

Os postos de saúde em Maceió também estão oferecendo a vacina e foram instalados postos em quatro escolas municipais (ver lista abaixo). A campanha também acontece nas cidades do interior de Alagoas, com vacinação nas unidades de saúde.

Um aspecto importante para destacar é que, no atual cenário de pandemia causada pelo coronavírus, a vacina contra influenza não combate o Covid-19. Sua aplicação protege a população de infecções respiratórias por influenza, o que reduz o impacto sobre o serviço de saúde.

ESCOLAS CONFIRMADAS PARA VACINAÇÃO CONTRA INFLUENZA:

Escola Municipal Nosso Lar I - Rua Sampaio Dória, 152, Ponta Grossa

Escola Municipal Paulo Henrique Costa Bandeira  - Av Norma Pimentel da Costa, 11, B. Bentes

Escola Municipal Pedro Suruagy - Av. Maceió, S/N, Tabuleiro do Martins

 Escola Municipal Suzel Dantas - Rua Antônio Monteiro de Carvalho, s/n, Tabuleiro dos Martins.

Desde que o Hospital Metropolitano abriu as portas para tratar pacientes com Covid-19, há apenas 12 dias, a unidade já atendeu cerca de 90 casos confirmados da doença, realizou 31 altas médicas e contabilizou sete óbitos até o momento. O hospital tem hoje uma taxa de ocupação em torno de 40%, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

O Hospital Metropolitano é, no momento, um hospital “portas fechadas”, assim como o Hospital da Mulher, isto é, atende apenas pacientes já regulados por outras unidades de saúde como as Centrais de Triagem ou as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). De acordo com o secretário Executivo de Ações em Saúde, o médico Marcos Ramalho, que responde pela direção do Hospital Metropolitano, a unidade hospitalar chega para dar assistência à população alagoana num momento de extrema necessidade e, portanto, seu papel agora é fundamental.

“Nesses 12 dias de funcionamento do hospital, fica clara a importância desse equipamento para o povo de Alagoas, sobretudo neste momento de pandemia. Ele chega para cumprir uma meta do Governo do Estado de ampliar a oferta de leitos à população, mas não só ampliar, como oferecer também serviço de qualidade. Hoje recebemos pacientes que precisam de cuidados em leitos clínicos e aqueles com insuficiência respiratória ou instável hemodinamicamente, que são consideradas graves e que vão para a UTI”, disse.

A abertura do Hospital Metropolitano, antecipada pra o dia 15 de maio, se deu em virtude da necessidade de ampliação de leitos clínicos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na rede pública estadual por causa da pandemia do novo coronavírus. Localizado no Tabuleiro do Martins, tem 160 leitos, sendo 30 de UTI e 130 enfermarias, e conta com respiradores, monitores multiparâmetro e bombas de infusão, entre outros equipamentos como o tomógrafo, para realização de exames de tomografia computadorizada no próprio hospital – procedimento imprescindível para investigação de doenças respiratórias.

Humanização

Um diferencial do Hospital Metropolitano é a humanização no atendimento aos pacientes, aos seus familiares e à própria equipe técnica.

Com cerca de 800 profissionais exclusivos para o tratamento da Covid-19, o hospital disponibiliza plantões psicológicos para dar suporte aos técnicos que apresentem algum problema emocional. A medida humaniza as atividades laborais e busca valorizar e preservar a equipe multidisciplinar, ao melhorar a qualidade de vida tanto no âmbito pessoal quanto profissional por meio desse espaço de acolhimento para o colaborador.

“A humanização hospitalar é essencial e precisamos ser empáticos com os pacientes e profissionais para que possamos passar por esse que é o maior desafio de nossa geração. As ações cuidam da saúde mental dos nossos colaboradores, que estão engajados neste trabalho de enfrentamento à Covid-19”, destacou Marcos Ramalho.

Além do suporte aos profissionais da linha de frente, o hospital dispõe de uma equipe de psicologia hospitalar que atua junto aos pacientes, com ações psicoterapêuticas, para eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde mental, uma vez que a internação de pessoas por Covid-19 pode ser longa e veta as visitas presenciais de familiares diante do alto grau de contágio do vírus, fator que tem deprimido os pacientes.

Pensando nisso, o Metropolitano também tem se utilizado da tecnologia para promover um contato mais próximo entre os pacientes e seus familiares, por meio de tablets e smartphones em horário previamente marcado pelo telefone (82) 3373-9604. A visita virtual conta com a avaliação prévia dos setores de Assistência Social e Psicologia do hospital.

Durante a marcação, os assistentes sociais e psicólogos estão munidos de todas as informações a respeito do quadro de saúde e repassam aos familiares antes mesmo de a visita ocorrer. A partir das confirmações, com o paciente apto ao contato, um membro da família tem acesso virtual à pessoa que está em tratamento.

“Nós assumimos com o propósito que o Hospital Metropolitano seja o melhor hospital de Alagoas, público e de qualidade. Cientificamente, temos a comprovação de que o afeto e o carinho das pessoas mais próximas auxiliam na recuperação do paciente. Desta forma, a humanização no atendimento, para usuários e profissionais, faz parte desse objetivo, que é de sermos o melhor hospital de Alagoas”, concluiu o diretor-médico Marcos Ramalho.

O Hospital da Mulher Drª Nise da Silveira, localizado no bairro Poço, em Maceió, é a primeira unidade hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) a usar o recurso da UTI Virtual Covid-19, projeto idealizado pelo Hospital do Coração de Alagoas e viabilizado pela Fundação Cordial, tendo o apoio de membros da sociedade civil e patrocínio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e das empresas Equatorial Energia e Aloo Telecom.

Como forma de combater o novo coronavírus, o projeto visa a auxiliar as equipes de profissionais da saúde nas UTIs da rede SUS alagoana, fazendo o uso da tecnologia digital aplicada à telemedicina, baseada em sistemas de segunda opinião e apoio à decisão médica.

No projeto, médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e especialistas em medicina intensiva estão de plantão na UTI virtual do Hospital do Coração, interagindo com várias UTIs reais ao mesmo tempo. Isso se dá por meio de conexão digital, na qual videoconferências e trânsito de imagens diagnósticas permitem a discussão dos casos mais difíceis.

Nesta semana, foi feita a instalação da unidade robô no Hospital da Mulher, onde foram realizadas uma reunião da junta médica e o primeiro teste de contato. O hospital já está equipado e iniciou toda a estrutura do programa na segunda-feira (25).

Profissionais usam a tecnologia digital aplicada à determinação para discutir os casos de pacientes internados nos leitos da UTI (Marcel Vital e Ascom HCor)

Além do Hospital da Mulher, o projeto UTI Virtual Covid-19 abrangerá os principais hospitais da rede SUS do estado de Alagoas: Hospital Metropolitano, Hospital Regional de Arapiraca, Santa Casa de São Miguel dos Campos e Hospital Carvalho Beltrão, em Coruripe. As unidades de saúde receberão os equipamentos até o final desta semana.

Para a gerente médica do Hospital da Mulher, Sarah Dominique Dellabianca, a importância da UTI Virtual é garantir o manejo clínico, isto é, que o exame físico, associado a exames complementares, possa assegurar uma conduta médica assertiva, priorizando uma resposta frente ao tratamento que foi proposto, para que, dessa forma, o tempo de permanência do paciente na terapia intensiva seja o menor possível.

Segundo Sarah Dominique, isso não quer dizer que abreviará o tempo de internação do paciente. Pelo contrário. O recurso visa a promover diagnósticos, propostas de prescrição medicamentosa e de intervenções, proporcionando a recuperação desse paciente de forma mais rápida.

“O nome intensiva vem justamente disso aí, que é de você intensificar o cuidado com o doente, visto que ele está numa condição que demanda avaliações médicas constantes, num curto intervalo de tempo. Hoje, como muitos profissionais que atuam na área da terapia intensiva, dentro do Estado de Alagoas, não possuem tanta experiência nesta área, a UTI virtual vem propor ao médico da assistência, à beira leito, uma segurança por estar discutindo e compartilhando com o profissional especialista no assunto propostas de condutas, exames e terapias, de maneira clara e objetiva. Portanto, o Estado está buscando com essa parceria melhorar o atendimento médico prestado à população alagoana. O que esperamos como esse projeto é a redução significativa de mortalidade, melhores desfechos, proporcionando, assim, a reabilitação desses pacientes quando estão na terapia intensiva”, explicou.

O diretor-executivo da Fundação Cordial, Otoni Veríssimo, ressaltou que, como a pandemia está sendo um processo devastador no mundo inteiro, este é o momento de solidariedade, em que a sociedade civil organizada, instituições e profissionais de saúde estão se unindo para contribuir com ações governamentais, objetivando salvar vidas. “Quando um grupo de especialistas se junta para fortalecer ainda mais essa troca de conhecimento, num momento tão crucial que estamos vivendo nos últimos meses, o ganho para a sociedade, sem dúvidas, é enorme”, declarou.

O cumprimento das medidas de isolamento pela população como forma de evitar o colapso da rede de saúde foi destacado pelo governador Renan Filho nesta quarta-feira (27), em entrevista à TV Ponta Verde.

“É importante que todo mundo compreenda que a taxa de ocupação dos leitos destinados à Covid-19 tem crescido em Alagoas, por isso o trabalho tem que ser em duas vertentes: por um lado, o Governo do Estado amplia os leitos; por outro, o cidadão colabora com as medidas de distanciamento social. Se fizermos isso juntos, vamos conseguir administrar a pandemia aqui em Alagoas”, disse. “O cidadão pode colaborar muito”.

O governador afirmou que se o cidadão colaborar, aderindo às medidas de distanciamento social, não será necessário decretar o lockdown, bloqueio total das atividades no estado. Renan Filho disse que todas as “possibilidades estão sobre a mesa”, entretanto, ressaltou que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) faz um trabalho técnico, pautada pela ciência e ouvindo a opinião dos médicos especialistas.

“O fato é que todas as medidas necessárias estão sobre a mesa e aqui em Alagoas nós seguiremos tomando as medidas cabíveis e suficientes para o momento. Se a coisa apertar mais, se acender a luz vermelha, nós ouviremos a ciência, ouviremos a medicina e tomaremos a medida necessária”, assegurou.

Ministro                                                   

O governador revelou ter conversado, nesta quarta-feira (27), com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello. Renan Filho afirmou que foi alertado pelo general de que, com base em estudos desenvolvidos pelo Ministério, a velocidade de contágio pelo novo coronavírus tem diminuído nas regiões metropolitanas do Norte e Nordeste do Brasil. O vírus, agora, avança para os municípios interioranos. “A tendência é que, nos próximos dias, nas próximas semanas, haja uma interiorização mais forte do vírus”, disse.

O Governo do Estado está trabalhando para aumentar a oferta de leitos na capital, mas, de acordo com o governador, trabalha principalmente para fortalecer a oferta no interior do estado, diante do crescimento do número de casos nos municípios. Alagoas já disponibiliza cerca de mil leitos exclusivos para o tratamento da Covid-19 e seguirá, segundo Renan Filho, ampliando as vagas, tanto de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) como de leitos clínicos.

“A gente espera, até o final desta semana, abrir 30 novos leitos de UTI. Isso vai distensionar um pouco, principalmente no interior, por isso vamos abrir novos leitos de UTI na Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca; em Santana do Ipanema; e também novos leitos em Maceió, nos hospitais Metropolitano e da Mulher”, informou Renan Filho.

A segurança é uma das bases mais importantes no combate ao coronavírus. É assim que o Governo do Estado tem buscado proteger a integridade dos profissionais que lutam diariamente para combater a Covid-19 em Alagoas, ao fornecer o material e as condições adequadas de atuação às equipes. Nos últimos 70 dias, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) já distribuiu mais de 4 milhões de itens de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em todo o estado.

De acordo com o Relatório Síntese de Distribuição de Insumos Estratégicos elaborado pelo órgão, de 18 de março a 27 de maio um total de 4.410.982 unidades de itens EPIs foi distribuído entre unidades hospitalares, pré-hospitalares e setores da segurança pública em todo o estado.

As unidades de saúde estão devidamente abastecidas e as entregas estão sendo feitas semanalmente, afirma secretário da Saúde, Alexandre Ayres (Ascom Sesau)

Ao todo, foram distribuídos 2,6 milhões de luvas; 897,6 mil máscaras descartáveis e tipo PFF2; 510,1 mil unidades de aventais, macacões e sapatilhas; 295,2 mil unidades de toucas e óculos de proteção; além de 20,3 mil unidades de álcool em gel e líquido para abastecer todas as unidades que estão operando diretamente como estruturas acolhedoras de pacientes acometidos pela Covid-19.

Desde que o novo coronavírus surgiu, ainda na China, especialistas do mundo todo têm ressaltado a importância de Equipamentos de Proteção Individual e coletivos para profissionais que estão trabalhando na linha de frente e, por isso mesmo, em contato direto com pacientes e expostos ao risco.

O secretário da Saúde, Alexandre Ayres, afirma que é uma prioridade do Governo de Alagoas, desde o início da pandemia, proteger os profissionais da linha de frente. Ele diz ainda que não faltam EPIs e que as aquisições estão sendo reforçadas em virtude da ampliação do atendimento à população.

“Fizemos um planejamento desde o início de março de 2020. Adquirimos diversos EPIs essenciais para o enfrentamento à Covid-19, priorizando a proteção dos nossos servidores da Saúde e da Segurança no combate à pandemia. As unidades de saúde estão devidamente abastecidas, as entregas estão sendo feitas semanalmente e, como nós estamos abrindo novos leitos e novas portas de atendimento, temos reforçado essas aquisições para que possamos manter nosso servidor devidamente protegido”, destacou o secretário.

O Dia da Mata Atlântica pode ser comemorado com orgulho em Alagoas. O Estado conseguiu zerar o desmatamento do bioma e é destaque nacional no mais recente relatório do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica.

O estudo foi feito pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), reunindo dados de 2018 e 2019

Alagoas está entre os nove estados com queda no nível de supressão da vegetação, mas conquistou um destaque inédito: zerou o desmatamento do bioma. A ONG considera zerado quando os registros estão abaixo de três hectares desmatados. Rio Grande do Norte é a única unidade federativa a compartilhar essa marca.

Os dados são resultado do trabalho do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) em atuação com demais órgãos de atuação ambiental.

"É um resultado muito satisfatório para o IMA. É um reconhecimento originado de um trabalho de muitos anos que realizamos aqui em Alagoas nas ações de criação de áreas de proteção, licenciamento, fiscalização e educação ambiental", declara Gustavo Lopes, diretor-presidente do IMA.

O relatório aponta, no entanto, perda de 27,2% da Mata Atlântica em território nacional. Os maiores desmatamentos continuam acontecendo nas regiões mais críticas: nas áreas interioranas, limite com o Cerrado em Minas Gerais e Bahia e nas região centro-sul no Estado do Paraná.

A importância da Mata Atlântica

A Mata Atlântica se destaca por sua grande diversidade de espécies e também um alto grau de endemismo. O bioma possui uma enorme importância ambiental, como na regulação do clima da região, proteção de encostas contra erosões e deslizamentos de terras.

Serve também de habitat e proteção para várias espécies de animais, além de fornecer matéria prima para a utilização humana em diversos fins.

 A vegetação alagoana também possui valores únicos no bioma, afirma Rosângela Lemos, curadora do Herbário MAC do IMA.

“A flora alagoana de Mata Atlântica possui fragmentos de mata extremamente importantes, e conta o predomínio de angiospermas, grupo que se caracteriza por apresentar flores e frutos, mas em sua paisagem também estão incluídas outras formas como arbustos, epífitas algumas bastante conhecidas como orquídeas e bromélias, além de trepadeiras, ervas e lianas. 

Cerca de 67% de toda coleção do Herbário é formada por espécies da Mata Atlântica. Entre essas espécies catalogadas pode-se destacar: visgueiro (Parkia pendula (Willd.) Benth. ex Walp.), jacarandá (Jacaranda sp.), sapucaia (Lecythis pisonis Cambess.), ingás (Inga sp. ), jequitibá (Cariniana legalis (Mart.) Kuntze), Pau Brasil (Paubrasilia echinata (Lam.) Gagnon, H.C.Lima & G.P.Lewis), embiriba (Eschweilera ovata (Cambess) Mart.), murici (Byrsonima sericea DC), pau-de-jangada (Apeiba tibourbou Aubl.), maçaranduba (Manilkara rufula (Miq.) H. J. Lam), angelim (Andira sp.), bulandi (Symphonia globulifera Linn) e diversas outras espécies ocorrentes nesse bioma no território alagoano.

As espécies de plantas catalogadas pelo Herbário do IMA estão disponíveis para consulta e estudo nas plataformas online: Reflora e Specieslink. Podendo ser acessadas por todos.

Links para acesso: www.reflora.jbrj.gov.br e www.splink.cria.org.br