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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quinta, 18 Fevereiro 2016 18:31
SEM DISCRIMINAÇÃO

Psicóloga faz trabalho sobre os desafios para reintegração social dos custodiados

De acordo com estudo, o preconceito ainda é um obstáculo que dificulta a reintegração social

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Oportunidades são fundamentais para reduzir a incidência criminal. Oportunidades são fundamentais para reduzir a incidência criminal. Foto: Jorge Santos
Texto de Maysa Cavalcante

Desenvolver ações inclusivas para inserir o reeducando no convívio em sociedade após o cumprimento da pena é uma das grandes missões da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris). Diante desse quadro, a psicóloga Sttefany Moreira, que trabalha no setor de Reintegração Social da Seris, está desenvolvendo o projeto A reintegração social do preso: desafios que impossibilitam sua real efetivação.

 

O trabalho tem como objetivo fazer um estudo e compreender os fatores que dificultam o processo de reintegração social dos custodiados, por meio da análise das consequências do estigma social, criado pelo encarceramento, a percepção da sociedade ante o retorno do reeducando ao convívio social, como também averiguar os principais problemas enfrentados para aqueles que querem ser inseridos novamente na vida social.

 

De acordo com a autora do trabalho, a discriminação aos apenados atinge, principalmente, a área profissional e é um grande obstáculo para a reintegração social.

 

“Muitas vezes os reeducandos passam o resto de suas vidas marcados pelo erro cometido. Alguns chegam a dizer que, caso não tenham oportunidade de trabalho, a saída é voltar para o mundo do crime. É um ciclo vicioso”, afirmou Sttefany Moreira.

 

A psicóloga destacou ainda a necessidade da criação de políticas públicas eficientes de reintegração social. “Ao sair do sistema, o apenado necessita de meios para sua sobrevivência. Ao ofertar emprego, saúde, educação e condições para sua reinserção, o Estado reduz a reincidência criminal”, concluiu. O trabalho deverá ser concluído e apresentado em junho de 2017.

 

O foco principal da Gerência de Reintegração Social é oportunizar empregos, cursos profissionalizantes e acompanhamento psicossocial aos apenados, assegurando direitos ao indivíduo que volta ao convívio social. Atualmente, o setor conta com a parceria de dezoito instituições, entre públicas e privadas, que acolhem mão de obra de 320 custodiados.