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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quinta, 04 Fevereiro 2016 10:17
COMPARADO COM 2015

Casos de dengue em Alagoas caem mais de 31% em janeiro deste ano

Números foram divulgados pela Vigilância Epidemiológica da Sesau com base na notificação realizada pelos 102 municípios do Estado

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Força-tarefa coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde e prioridade do governador Renan Filho e da secretária Rozangela Wizormiska no combate à dengue já começa a dar resultados positivos Força-tarefa coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde e prioridade do governador Renan Filho e da secretária Rozangela Wizormiska no combate à dengue já começa a dar resultados positivos Olival Santos
Texto de Josenildo Torres

A força-tarefa realizada pelo governo do Estado, prefeituras municipais e a população começa a surtir efeito positivo. A prova está nos dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), nesta quinta-feira (4), que apontam que os casos de dengue em Alagoas caíram 31,58% em janeiro deste ano, quando comparados com o mesmo período de 2015.

Para se ter ideia, nos primeiros 31 dias do ano passado, foram notificados 874 casos, contra 598 de todo o mês de janeiro de 2016. Outra boa notícia apontada pela Sesau é o fato de não ter ocorrido nenhum registro de dengue grave no mês passado, contra quatro casos do mesmo período de 2015.

 

Uma realidade que ainda não pode ser comemorada, segundo a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, mas demonstra que os municípios melhoraram a conduta e o manejo clínico no atendimento aos pacientes com dengue. “Isso comprova que as capacitações técnicas realizadas pelas equipes de Vigilância Epidemiológica e da Atenção Básica da Sesau estão surtindo efeito positivo. Nos últimos meses intensificamos as ações e já capacitamos todos os municípios, encerrando a ação em Arapiraca”, salientou.

 Mais dados

 Ainda segundo a Vigilância Epidemiológica da Sesau, em janeiro deste ano não ocorreu nenhum óbito por dengue. Quanto à situação epidêmica, apenas o município de Olivença encontra-se nesta situação, por apresentar taxa de incidência superior a 300 casos notificados para cada 100 mil habitantes. 

Já os municípios de Arapiraca e Junqueiro estão em situação de alerta, por apresentarem taxa de incidência em 100 e 300 casos notificados para cada 100 mil habitantes.  Outros 22 municípios alagoanos apresentam taxa de incidência inferior a 100 casos para cada 100 mil habitantes e, em 77 dos 102 municípios do Estado, não houve notificação de casos de dengue. Com relação à chikungunya, são 129 casos confirmados e 34 de zika vírus.

 Recomendações

 Rozangela Wyszomirska destacou que o combate ao Aedes aegypti, responsável por transmitir a dengue, chikungunya e zika vírus, prevê que os agentes de endemias municipais devem intensificar as visitas domiciliares, visando orientar os moradores sobre a importância de manter limpas as residências.

 Já os gestores municipais devem realizar a busca ativa por focos do mosquito, promover a limpeza dos logradouros públicos, a coleta periódica do lixo domiciliar, notificação aos proprietários de terrenos e imóveis abandonados e conscientizar a população com campanhas educativas.

Atuação que, segundo a secretária de Estado da Saúde, requer um trabalho integrado por parte dos técnicos municipais da Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica. “Para combater a dengue, chikungunya e zika, não é necessário grande investimento financeiro, além daqueles que já são realizados com os recursos destinados à Atenção Básica e à Vigilância Epidemiológica. É necessário organização, otimização, estruturação e educação doméstica”, defendeu.

 

Isso porque, ainda de acordo com Rozangela Wyszomirska, 70% das ações de prevenção ao Aedes aegypti são de responsabilidade da população, que deve tampar as caixas de água, limpar os quintais e calhas, além de não cultivar plantas aquáticas nas residências. No entanto, é necessário que os gestores municipais possam investir na conscientização, informando a todos sobre a prevenção, sintomas e tratamento da dengue, chikungunya e zika, que pode estar atrelado ao aumento dos casos suspeitos de microcefalia, que já são 185 em Alagoas.