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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quarta, 27 Janeiro 2016 18:08

Secretária de Saúde discute efetivação do Plano de Ação da Microcefalia

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Alagoas possui 175 os casos suspeitos de microcefalia já notificados, sendo 173 em recém-nascidos vivos e dois registros intrauterinos. Alagoas possui 175 os casos suspeitos de microcefalia já notificados, sendo 173 em recém-nascidos vivos e dois registros intrauterinos. (Foto: Carla Cleto)

Representantes de 62 municípios discutiram, nesta quarta-feira (27), a efetivação do Plano de Ação da Microcefalia. Na reunião, realizada na sede da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a secretária Rozangela Wyszomirska apelou aos gestores municipais para que assegurem o comparecimento das crianças com suspeita de microcefalia à consulta com o neurologista.

Rozangela Wyszomirska também repassou informações sobre a última nota técnica divulgada pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs). De acordo com a última atualização, são 175 os casos suspeitos de microcefalia já notificados no Estado, sendo 173 em recém-nascidos vivos e dois registros intrauterinos.

“Nós agendamos, mas algumas mães não estão comparecendo. Por isso, apelamos para que seja cumprido o cronograma estabelecido, pois, infelizmente, muitos dos exames necessários não estão disponíveis nos municípios. É muito importante que os profissionais de saúde orientem as mães e que a Prefeitura disponibilize o transporte para que a assistência à saúde dessas crianças seja devidamente prestada”, salientou Rozangela Wyszomirska.

A secretária acrescentou que a equipe técnica da Superintendência de Vigilância em Saúde e de Atenção à Saúde está atenta e disponível a ouvir todas as realidades dos gestores municipais. “A microcefalia não é uma doença, é uma alteração no desenvolvimento intrauterino. Por isso, a gestação não é de alto risco e o nascimento acontece em maternidade de risco habitual”.

Ainda de acordo com Rozangela Wyszomirska, toda a assistência deve acontecer no próprio município, pois é nele onde a criança vai viver, crescer e necessitar de assistência. “A tarefa do Estado é contribuir com os encaminhamentos, com o fluxo no tratamento dessas crianças e estar junto no acompanhamento do crescimento delas, oferecendo ao município condições de tratamentos que envolvem estímulos precoces para um melhor desenvolvimento neurológico”, explicou.

Ainda conforme a última nota técnica, a I Região de Saúde continua aparecendo com o maior número de casos suspeitos de microcefalia. Em Maceió foram registrados 32 casos. No ranking nacional, o Estado continua na quinta posição, atrás de Pernambuco (1.306 casos), Paraíba (665 casos), Bahia (496 casos) e Rio Grande do Norte (188 casos).

Thallysson Alves