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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quarta, 29 Julho 2020 15:37
Prevenção

População de rua acolhida em abrigo provisório faz testes para Covid-19

Pessoas positivadas com o novo coronavírus serão encaminhadas ao Centro de Acolhimento e Isolamento Social

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Pessoas positivadas com novo coronavírus serão encaminhadas ao Centro de Acolhimento e Isolamento Social Pessoas positivadas com novo coronavírus serão encaminhadas ao Centro de Acolhimento e Isolamento Social Ascom Seades
Texto de Karina Lima Moraes

Cento e quarenta e seis moradores de rua de Maceió acolhidos em abrigo provisório da Casa Ranquines se submeteram, ontem (28), a testes de Covid-19. As pessoas positivadas com o novo coronavírus - que não precisem de internação hospitalar - serão encaminhadas ao Centro de Acolhimento e Isolamento Social (Cais), onde poderão cumprir, de maneira adequada, os 14 dias de isolamento. Os testes foram realizados pela Consultório na Rua, uma das unidades da saúde referenciadas ao Cais para o encaminhamento da população. 



Os exames usaram o método RT-LAMP, que disponibiliza o resultado em 24h e tem alto grau de confiabilidade. A Fundação Itaú - parceira da Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) na implantação do Cais em Alagoas - doou 5 mil kits do exame, que foram distribuídos pela Seades às unidades de síndromes gripais referenciadas ao Centro de Acolhimento: quatro unidades do município de Maceió e duas unidades localizadas no interior do estado; como também seis equipes do Consultório na Rua.



A ação de testagem foi alinhada entre a Seades, a coordenação geral do Consultório na Rua e a direção do abrigo provisório. A triagem visa ao levantamento da população de rua infectada com o novo coronavírus, que pode estar assintomática e ser potencial vetor de transmissão. Os exames realizados foram enviados a São Paulo. Os resultados ficam prontos amanhã (30).



A entrada no Cais é voluntária. O encaminhamento pelas unidades de saúde referenciadas é precedido do preenchimento de ficha de identificação, com perguntas sobre o quadro geral de saúde dos infectados. Esse procedimento auxilia as equipes do Centro a anteciparem os dormitórios mais adequados ao acolhimento, uma vez que os residentes estarão separados pelo tempo de contaminação: de 0 a 7 dias e de 7 a 14 dias. 



O diretor do abrigo da Casa de Ranquines, Frei João Maria, fala da importância da testagem em moradores de rua. “Nós sabemos que eles estão numa situação de vulnerabilidade social muito grande. Com certeza, muitos tiveram contato com o vírus e, para que a casa não seja infectada, para que não se corra esse risco, foi atendido o pedido de ser feita essa testagem. Se houve resultado positivo, nós já fizemos contato com o Cais, os abrigados estão cientes que vão ser encaminhados para lá”.



O abrigo da Casa de Ranquines funciona desde 20 de março deste ano e tem capacidade de receber até 200 pessoas. Ele permanecerá aberto até dezembro próximo. Diariamente, os abrigados recebem quentinhas fornecidas pelo Equipamento da Seades, o Restaurante Popular Prato Cheio, além de lanches também fornecidos pela Secretaria. Ele funciona em espaço provisório no centro de Maceió.



O CAIS



O Centro de Acolhimento e Isolamento Social (Cais) é o resultado de parceria público-privada entre a Seades e a Fundação Itaú, por meio do programa Todos pela Saúde. O Cais abriga pessoas em situação de vulnerabilidade social que, infectadas com o coronavírus, não precisem de internação hospitalar, mas não disponham de ambiente adequado para cumprir, com segurança, os 14 dias de isolamento. O Centro poderá abrigar até 156 pessoas ao mesmo tempo, tendo condições de chegar a 500 em sistema de rodízio. 

O Cais não é uma unidade de saúde. Ele fornece dormitórios e alimentação, além de uma estrutura que possibilite a permanência voluntária no local. Ele passou a funcionar a partir de segunda (27) e permanecerá aberto por 60 dias. Para ter acesso ao Centro, é preciso ser encaminhado por uma unidade de saúde referenciada, estar diagnosticado com a COVID-19, por meio de exames laboratoriais, possuir autonomia de locomoção e levar a medicação prescrita para o tratamento da doença