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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Terça, 17 Março 2020 17:27
SAÚDE EM AÇÃO

Sesau inicia cirurgias de 508 mulheres triadas no mutirão de Arapiraca

Procedimentos ocorrem no Hospital da Mulher, em Maceió; previsão é de que 508 pacientes sejam operadas

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Lidiane Martins Santos fez cirurgia de hérnia no Hospital da Mulher Lidiane Martins Santos fez cirurgia de hérnia no Hospital da Mulher Olival Santos
Texto de Marcel Vital

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) iniciou as cirurgias das 508 mulheres que foram triadas durante o mutirão realizado em Arapiraca. Os procedimentos estão ocorrendo no Hospital da Mulher Dr.ª Nise da Silveira, localizado no bairro Poço, em Maceió.

Em seu primeiro dia, a unidade hospitalar realizou 18 cirurgias para a retirada de mioma, pedra na vesícula e de hérnias do tipo umbilical, inguinal e epigástrica. A previsão é que até o próximo dia 6 de abril sejam operadas todas as mulheres.

Desde que foi iniciado, em dezembro, o programa Mutirão de Cirurgias contemplou 1.132 mulheres com procedimentos cirúrgicos no Hospital da Mulher. Deste total, foram 517 colecistectomias, 356 histerectomias e 259 hernioplastias.

Numa das enfermarias da unidade hospitalar, a dona de casa Helena da Silva, de 27 anos, que mora no município de Dois Riachos, distante 194,5 quilômetros da capital, esperava, ansiosa, para dar entrada no centro cirúrgico. Há um ano e meio ela vem tentando fazer a cirurgia para a retirada da vesícula, mas, nunca dava certo.

“Mas, graças a Deus, apareceu o mutirão e me deu a oportunidade de fazer a minha cirurgia. Cheguei à triagem, em Arapiraca, às 5h30 da manhã e saí de lá por volta das 4h da tarde. Foi cansativo, mas valeu a pena. Os profissionais foram excelentes, todos me trataram muito bem. Estou agradecida, pois venho sofrendo há muito tempo com as dores e o incômodo”, disse.

Para a aposentada Maria do Socorro Silva, de 55 anos, que mora em Arapiraca, o programa tem sido muito importante para as pessoas que não têm condições de pagar por uma cirurgia. “Há 24 anos eu fiz essa cirurgia de hérnia umbilical, mas, ela retornou recentemente. Nos últimos dois anos, estive sentido fortes dores ao redor do umbigo, além da diarreia”, contou.

Também de Arapiraca, Maria Soares dos Santos, de 57 anos, não conseguia esconder a alegria de, finalmente, realizar a cirurgia para a retirada da vesícula. “Há quatro anos eu luto para fazer, mas, pelas minhas condições financeiras, nunca consegui. Durante a triagem, vi tanta gente na minha frente, que quase desistia. O pessoal começou a atender muito rápido, a fila começou a andar. Se não tivesse persistido, não estaria aqui”, lembrou ela, em tom bem-humorado.

A agente de saúde Lidiane Martins Santos, de 31 anos, ficou impressionada com a estrutura e o atendimento que lhe foi dado antes, durante e após a cirurgia de hérnia umbilical no Hospital da Mulher. Há dois anos ela vem sentindo os sintomas e, por conta disso, evitava pegar peso, para que a dor não aumentasse.

“Graças a esse mutirão consegui fazer a minha tão sonhada cirurgia. Não foi fácil conviver com essas dores durante todo esse tempo. A equipe médica foi maravilhosa! Já estive em outros hospitais, mas, como esse aqui, não tem comparação”, destacou ela, que mora no município de Feira Grande, distante 147,3 quilômetros de Maceió.

Até o Programa Mutirão de Cirurgias surgir, em dezembro, a peregrinação de Cícera Lopes da Silva, de 61 anos, para extrair a vesícula, que lhe causava muito incômodo, era vã. “Há dez anos eu lutava pra conseguir. Achei que eu tinha que pagar pra fazer os exames lá na triagem, mas foi tudo de graça. Primeiramente, agradeço a Deus e, depois, a toda a equipe do hospital, que me atendeu super bem”, elogiou Lopes, que mora no município de Belo Monte.