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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quarta, 11 Setembro 2019 10:11
SETEMBRO AMARELO

Ronda no Bairro e Sesau realizam ação de combate ao suicídio no Centro

Agentes distribuíram panfletos e conversaram com a população sobre o tema; tenda montada também ofereceu outros serviços de saúde

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Ação marcou atividades do Setembro Amarelo Ação marcou atividades do Setembro Amarelo Alexandre Barbosa
Texto de Alexandre Barbosa

Quem passou pela Praça dos Martírios, no Centro de Maceió, na manhã desta terça-feira (10), percebeu uma movimentação diferente pela região. Isto porque o Programa Ronda no Bairro, do Governo de Alagoas, realizou, neste Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, uma ação de conscientização sobre a campanha Setembro Amarelo, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Além da distribuição de panfletos, os agentes conversaram com a população, que também teve acesso a serviços de higiene bucal e aferição de pressão arterial e glicose.

Diego da Silva, de 30 anos, foi uma das mais de cem pessoas que durante toda a manhã passaram pelo local e usufruíram dos serviços. Pai de duas adolescentes, ele disse ter achado o momento “de grande valia”. “Muitas vezes a gente não sabe como lidar com determinadas situações, e a gente tem vivido num tempo tão complicado. É bom conversar sobre esses assuntos e poder tirar dúvidas, esclarecer algumas coisas, que podem ajudar a gente e a outros”, afirmou.

Além do público transeunte, também estiveram presentes alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio do Centro Educacional de Jovens e Adultos (Ceja) Paulo Freire, localizado na Rua do Sol. Uma roda de conversa foi formada em meio à praça e, além do debate sobre adoecimento mental e suicídio, alguns estudantes se voluntariaram para dividir experiências pessoais e falar sobre a importância de buscar ajuda.

“Eu venho de uma relação familiar bastante conturbada e desenvolvi quadro de depressão a partir dos meus sete anos. Nesse tempo, já vivi muitas situações complicadas e que me fizeram, por diversas vezes, atentar contra a minha vida. Mas isso mudou quando fiz 18 anos, através de campanhas que eu participei e graças a ajuda de alguns amigos que me acolheram e orientaram a buscar ajuda profissional”, contou a estudante Bruna de Araújo, de 20 anos. 

“A gente precisa estender esse debate e continuar falando sobre o suicídio todos os meses do ano. Além de desmistificar essa ideia de que psiquiatra e psicólogo são ‘médicos de doido’ e não ter vergonha de buscar socorro quando achar que é necessário, sabe? Porque foi assim que eu me vi livre. Hoje estou prestes a terminar os meus estudos, faço aula de dança e mesmo com as dificuldades da vida tenho aprendido a lidar com os problemas e sempre seguir em frente”, concluiu.