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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quinta, 15 Agosto 2019 18:52
CANAL DO SERTÃO

Microssistemas de abastecimento de água vão beneficiar mais de 6 mil famílias

Governador Renan Filho e secretário Fernando Pereira inauguraram os primeiros equipamentos em São José da Tapera; projeto é piloto para o país

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Governador Renan Filho e secretário Fernando Pereira inauguraram os primeiros equipamentos em São José da Tapera; projeto é piloto para o país Governador Renan Filho e secretário Fernando Pereira inauguraram os primeiros equipamentos em São José da Tapera; projeto é piloto para o país Foto: Márcio Ferreira
Texto de Severino Carvalho

O Governo do Estado vai beneficiar mais de seis mil famílias que moram nas proximidades do Canal do Sertão com a implantação de microssistemas comunitários de abastecimento de água. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (15) pelo governador Renan Filho, durante a solenidade de inauguração dos primeiros equipamentos entregues na zona rural do município de São José da Tapera.

"Nós estamos fazendo a integração do Canal do Sertão com esses microssistemas de distribuição. É água para o consumo humano, de qualidade, direto na torneira e dentro das casas das pessoas", afirmou o governador, ressaltando que o programa será intensificado.

 Márcio Ferreira

"Nós vamos trabalhar para construir mais microssistemas como esse para levar água a quem precisa. A gente estima algo em torno de seis mil famílias que estão às margens do Canal do Sertão e que precisam contar com esses microssistemas para levar água até suas casas", acrescentou.

O microssistema inaugurado nesta quinta-feira em São José da Tapera vai beneficiar 115 famílias dos povoados de Quixabeira, Salão e Laginha, onde ocorreu a solenidade. A tecnologia empregada capta a água bruta do Canal do Sertão, maior obra hídrica de Alagoas. O líquido, em seguida, passa por tratamento adequado para ser disponibilizado nas torneiras das casas dos moradores, pronto para o consumo. Cada família ainda ganhou um módulo sanitário.

O secretário de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Fernando Pereira, informou que além de São José da Tapera, o projeto atenderá outras 21 comunidades rurais espalhadas pelos municípios de Senador Rui Palmeira, Piranhas, Olho D’Água do Casado, Inhapi, Água Branca, Pariconha e Delmiro Gouveia.

 Márcio Ferreira

"São mais de 1.100 sistemas em sete municípios e 21 povoados. Na próxima semana, a gente já pode inaugurá-los em outros povoados aqui de São José da Tapera: em Brejinho, Tingiu e, com mais 15 dias, na comunidade Gavião. Temos também na cidade de Delmiro Gouveia, na comunidade de Maria Cristina 1, 2 e 3. E seguiremos nas outras cidades de Pariconha, Água Branca, Olho D'Água do Casado e Senador Rui Palmeira", listou Pereira.

A implantação do projeto ocorreu por meio de parceria entre o Governo do Estado e o Ministério da Cidadania, com a participação da sociedade civil organizada no processo de execução dos trabalhos. Para Edilson Ramos, coordenador do projeto das tecnologias sociais, responsável pela instalação dos microssistemas, o modelo de distribuição de água implantado em Tapera aposenta de vez o caminhão-pipa nas três comunidades atendidas.

 Márcio Ferreira

"Esse programa é piloto para o país. Trata-se de um projeto de tecnologia social. A água é captada do Canal do Sertão, tratada e segue por sete quilômetros por gravidade levando o líquido à torneira de cada família. O mais importante também é que cada uma delas ainda ganhou um módulo sanitário. Aqui, 90% da população não possuía banheiro", revelou.

O prefeito de São José da Tapera, José Antônio Cavalcante, destaca que além de beneficiar os moradores com água tratada, o microssistema reduz os gastos da prefeitura com a contratação de caminhões-pipa, usados emergialmente em períodos de estiagem.

"Isso com certeza vai amenizar e dar um fôlego muito grande para o município. Só no mês de junho, nós colocamos uma média de 1.200 caminhões-pipa de água com recursos da prefeitura. Então, cada sítio que vai sendo beneficiado com esse sistema, com certeza é uma despesa a menos para a prefeitura. Sem contar na qualidade de vida da população", afirmou o gestor.

O trabalhador rural aposentado José Oliveira dos Santos, 65 anos, mais conhecido como "Borboleta", compara o antes e o depois da instalação do microssistema de abastecimento no povoado Laginha, onde mora. "Eu nasci e me criei aqui. A minha vida toda foi pegando água de cacimba, salgada, para tomar banho, beber e lavar pano... Era só mexendo com água que não tinha futuro, mas hoje temos água tratada na torneira e dentro de casa. Tá bom demais. Melhor do que isso, só nascendo de novo", disse Borboleta, que se locomove com dificuldade, apoiado numa muleta, por problemas na coluna.