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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Terça, 18 Junho 2019 16:02
SOLIDARIEDADE

Central de Transplantes promove ação de conscientização sobre doação de órgãos

Evento vai acontecer nesta quarta-feira (19), às 14h, no Maceió Shopping, em Mangabeiras

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Processo de captação de órgãos consiste em sensibilizar as famílias dos potenciais doadores Processo de captação de órgãos consiste em sensibilizar as famílias dos potenciais doadores Foto: Carla Cleto
Texto de Marcel Vital

A Central de Transplantes de Alagoas promove nesta quarta-feira (19), às 14 horas, uma ação educativa que visa conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos,O evento vai ocorrer próximo ao quiosque da McDonald's, no térreo do Maceió Shopping, localizado no bairro Mangabeiras.

Durante a ação, técnicos da Central de Transplantes irão sensibilizar a população para que cada cidadão se declare doador de órgãos em potencial e torne público o desejo para seus familiares. No evento, a população terá acesso aos serviços de aferição de pressão arterial, testes para hepatites B e C, testes de glicemia e entrega de panfletos informativos, além de orientações sobre a importância do ato de doar órgãos e tecidos.

Atualmente, 44% das famílias alagoanas entrevistadas pelos técnicos da Organização de Procura de Órgãos (OPO), recusam e desautorizam a doação dos órgãos de seus parentes em situações de morte encefálica. Para a coordenadora de enfermagem da OPO, Eleonora Carvalho, esse percentual pode ser muito menor, permitindo a realização de mais transplantes.

“Por esta razão, promover ações educativas junto à população é um dos projetos prioritários da Central de Transplantes de Alagoas. Com essa iniciativa, trabalhamos para reduzir o índice de recusa à autorização para doação de órgãos de pessoas com morte encefálica”, ressaltou Eleonora Carvalho.

Fila de Espera – Em Alagoas, atualmente 212 pessoas estão na fila de espera para receber um rim, uma para coração e outras 209 aguardam por uma córnea. Segundo Eleonora Carvalho, a doação de órgãos só poderá ocorrer se houver autorização da família.

Daí a importância do potencial doador, ainda em vida, manifestar esse interesse entre os mais próximos de sua convivência e esclarecê-los sobre o desejo de se tornar doador após a morte. “Para ser um doador de órgãos, basta avisar à família, elemento que tem se tornado o principal motivo para a não doação. Mas, além da falta de comunicação do potencial doador à família, ainda há desinformação sobre o tema e os tabus relacionados”, disse Eleonora Carvalho.

De acordo com ela, em Alagoas já são realizados os transplantes de rim, coração e córnea. Eles ocorrem na Santa Casa de Misericórdia, no Hospital Arthur Ramos, em Maceió, e no Hospital Chama, em Arapiraca.

Seja um doador – A morte encefálica, mais conhecida como morte cerebral, representa a perda irreversível das funções vitais que mantêm a vida, como a ausência da consciência e da capacidade de respirar; o que significa que o indivíduo está morto. O coração permanece batendo e, é neste período, que os órgãos podem ser utilizados para transplante.

No Estado, quando o doador é uma pessoa falecida, podem ser retirados para transplante duas córneas, dois rins, fígado e coração. Ou seja, um único doador pode salvar até cinco vidas. Ainda é possível ser doador em vida, sem comprometer a saúde. Nesses casos, é possível doar rim e medula óssea. Ocasionalmente, também é possível doar parte do fígado.

Eleonora Carvalho explicou, ainda, que a família do doador não tem despesa alguma com o procedimento da doação, que é custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No País, 89% dos transplantes de órgãos são realizados pelo SUS, conforme dados do Ministério da Saúde (MS).

Os órgãos do potencial doador serão transplantados nos pacientes inscritos na lista única, segundo a compatibilidade entre o doador e a pessoa que precisa do órgão. A coordenadora de enfermagem da OPO frisou que, além de salvar pessoas, prolongando, em muito, a expectativa de vida, “a doação pode melhorar a qualidade de vida de quem precisa de um transplante, permitindo que esses pacientes possam retomar as atividades normais”, evidenciou.