Notícias

AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Sexta, 10 Maio 2019 17:01
Assistência

Hospital Geral do Estado atende mais de 1.600 pessoas com AVC em 2018

No ano passado, a Unidade de AVC 274 pacientes necessitaram de intermaneto para tratamento especializado

Compartilhe:

  • Facebook
  • Twitter
Médico Washington Ribeiro durante atendimento à paciente Amanda Araújo Médico Washington Ribeiro durante atendimento à paciente Amanda Araújo Foto: Carla Cleto
Texto de Thallysson Alves

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alerta há anos que o Acidente Vascular Cerebral (AVC) está entre as enfermidades que mais causam óbitos no mundo. Em 2018, somente o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, atendeu 1.613 pessoas acometidas pela doença, das quais, 274 necessitaram ficar internadas na Unidade de AVC.

O AVC pode gerar sequelas que levam a incapacidades relacionadas à movimentação do corpo, problemas de visão, falta de memória e dificuldade para falar. A doença, também conhecida como derrame cerebral, é causada pela falta de sangue no cérebro, por conta da obstrução da artéria responsável pela irrigação. Quando há rompimento do vaso, surge o AVC do tipo hemorrágico, considerado o mais grave.

“O hábito de fumar, as altas taxas de colesterol e triglicérides, o sedentarismo e as doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmias cardíacas, são os principais fatores de risco para o AVC. Pessoas com hipertensão têm de quatro a seis vezes mais chances de terem um episódio da doença. Os pacientes diabéticos também devem controlar as taxas de glicemia capilar e outros fatores de risco, pois o risco de isquemia é duas vezes maior se comparado ao de pessoas não diabéticas”, alertou o neurocirurgião, Washington Ribeiro.

 

E quem pensa que o derrame cerebral só é um risco para maiores de 50 anos, está equivocado. Amanda de Araújo Alves tem apenas 24 anos e está internada na Unidade de AVC do HGE. Ela é portadora de uma cardite reumática, decorrente da febre reumática que sofreu aos sete anos de idade. Devido à inflamação nas válvulas cardíacas, sem os devidos cuidados preventivos, a jovem levou um susto quando deixou de movimentar o lado esquerdo do corpo.

“Eu descobri a cardite reumática quando desenvolvi uma apendicite e precisei vir ao HGE para retirar o apêndice. Depois de receber alta médica, tive falta de ar e voltei para o hospital. Então me reexaminaram e descobriram que a arritmia cardíaca era o sintoma da doença. Desde então, passei a tomar medicamentos, mas não tive tantos cuidados com minha alimentação e não me exercitei. Sofri o AVC, que logo foi tratado pela equipe médica e agora aguardo alcançar as condições necessárias de saúde para ser submetida à cirurgia que irá corrigir minha válvula mitral”, explicou Amanda, que é casada e dona de casa.

 A rapidez na estabilidade de Amanda foi alcançada pela decisão imediata de levá-la ao HGE. “Ela já sabia dos riscos da cardite reumática, então estava em alerta aos sinais no corpo. Por isso, chegou ao HGE em duas horas após início da paralisia. Isso nos deu condições para agir antes do AVC causar sequelas irreversíveis. A única falha da paciente foi não seguir com o tratamento indicado quando teve a febre reumática desde a infância, como as injeções de benzetacil até os 21 anos, e não ter mais cuidado após a descoberta da doença cardíaca na idade adulta. Mas a procura imediata pelo HGE foi correta, pois o hospital é referência no tratamento da doença em Alagoas, assim como o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], que está preparado para conduzir os pacientes, nos casos cujo tempo vale vida”, afirmou o médico.