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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Segunda, 25 Fevereiro 2019 10:36
HERÓIS DO CÁRCERE

Agentes penitenciários vencem dificuldades e dão exemplo de superação

Profissionais têm contribuído decisivamente na mudança de paradigma do sistema prisional alagoano

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Atuação de agentes penitenciários tem colocado Alagoas como referência nacional em gestão prisional Atuação de agentes penitenciários tem colocado Alagoas como referência nacional em gestão prisional Fotos: Jorge Santos
Texto de Bruno Soriano

Ser agente penitenciário é vivenciar uma realidade que poucos conhecem. Hoje, mais do que nunca, ser agente penitenciário é assumir a condição de pilar do sistema prisional. É desenvolver uma capacidade sobre-humana de enfrentar desafios para proteger a sociedade. É preciso, sobretudo, orgulhar-se do que faz, dada a responsabilidade que escolheu assumir frente à segurança pública.

Em Alagoas, não são poucos os exemplos de superação envolvendo os agentes penitenciários. Cada um deles carrega consigo a missão de manter ordem e disciplina nas dez unidades prisionais da capital e interior, conduzindo o devido processo de ressocialização de quem, por razões diversas, viu-se privado de liberdade.

Ana Paula Pereira e Acácia Cantoária são agentes há mais de uma década. Ambas integram o Grupo de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (Gerit) do sistema prisional alagoano e, com o apoio da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), têm se destacado nas ações cujo foco é à população carcerária.

“Eu já me considero uma heroína pelo simples fato de cumprir com meu dever, superando obstáculos como o baixo efetivo, problema presente em todo o país. Logo me identifiquei com o Gerit, conquistando o respeito de todos para exercer um papel de suma importância no sistema”, conta Acácia.

Atuação de agentes penitenciários tem colocado Alagoas como referência nacional em gestão prisional (Fotos: Jorge Santos)

Sobre a rotina, a agente destaca a importância de se construir uma relação de respeito com reeducandos e familiares, além da necessidade de se manter a atenção redobrada a todo instante. “O agente não pode encarar a profissão somente como mais um emprego. Ninguém nasce agente penitenciário, mas, como em qualquer outra profissão, é preciso realmente gostar do que faz, de modo a estabelecer um cenário confortável e reduzir a chance de erro. Afinal, não há espaço para vacilo”, analisa Acácia, que também já atuou na recaptura de preso.

A agente Ana Paula explica que o agente deve estar sempre preparado para todas as situações, apesar de todo o trabalho voltado à prevenção. “Trabalhamos para que o pior não aconteça. Por isso, temos de seguir atentos a tudo o que se passa no sistema, desde uma simples discussão no momento das visitas até um episódio de motim. O tempo-resposta é muito importante”, explica.

A agente também entende que tamanha dedicação tem ajudado a desmistificar a imagem da profissão que escolhera. “A grande maioria não sabe o que é e nem deseja conhecer o sistema prisional. Só escuta falar quando acontece algo de ruim. Também aconteceu comigo. Porém, quando passei no concurso, logo percebi que não é bem aquilo que costumam alardear”, pontua Ana Paula.

Para o secretário de Ressocialização e Inclusão Social, coronel PM Marcos Sérgio de Freitas, a atuação dos servidores tem impactado nas ações do Governo do Estado. "Os agentes penitenciários são fundamentais para propiciar segurança à sociedade alagoana, eis que fazem a gestão prisional dos acusados de cometerem delitos e isso influencia diretamente nas ruas, culminando na diminuição dos índices de violência", afirmou o gestor.

Na opinião de Acácia, o fato de Alagoas se destacar nacionalmente tem ajudado a mudar este cenário. E os números positivos, como atesta a servidora, passam diretamente pela valorização dos agentes penitenciários. “Temos doze colegas do Gerit participando de curso da Força de Intervenção Penitenciária, em Brasília. Além disso, no próximo mês de março, em Pernambuco, vamos participar de um congresso destinado apenas a agentes mulheres. Será um momento importante para troca de experiências”, revela Acácia Cantoário.