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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quinta, 07 Fevereiro 2019 10:43
FORMAÇÃO SOCIAL

Semudh e Uncisal elaboram projetos para atuação em comunidades tradicionais

Proposta serve para realizar pesquisas a fim de superar índices negativos relacionados à saúde entre quilombolas, índios, ciganos e outros

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Parceria entre Semudh, Uncisal, Iteral e prefeitura de Marechal Deodoro ajudarão na formação social de estudantes de medicina Parceria entre Semudh, Uncisal, Iteral e prefeitura de Marechal Deodoro ajudarão na formação social de estudantes de medicina Bruno Levy
Texto de Bruno Levy

Preparar estudantes da rede superior de ensino na área da saúde por meio de projetos de extensão inseridos nas comunidades tradicionais pode trazer um novo olhar e despertar neles o conhecimento de novas culturas. Desta forma, a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh) recebeu professores da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) para discutir projeto de cooperação e de extensão de políticas de equidade.

O programa, que faz parte da Cidadania e Equidade em Saúde (CEUS), coordenado pela professora Sandra Bonfim e pelo professor Aldemar Araújo, possui 11 projetos para serem construídos em parceria com a Semudh, com o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) e com a prefeitura de Marechal Deodoro.

De acordo com o decreto federal 6.040 de 2007, povos tradicionais são aqueles que possuem modo de viver ligado ao meio ambiente em que vivem, e uma cultura específica, como os caboclos, caiçaras, extrativistas, indígenas, jangadeiros, pescadores, quilombolas, ribeirinhos, ciganos, e seringueiros. A proposta é que os estudantes da área de medicina possam ir a campo em comunidades tradicionais instaladas em Alagoas para pesquisa e criação de planos para essas populações, além de ajudar no currículo e na formação social dos futuros médicos.

“Por meio dessa extensão, podemos superar índices negativos a partir da formação na participação desses universitários, disponibilizar equipes de trabalho e fazer o diagnóstico situacional para desenvolver pesquisas e trabalhos para estes locais”, disse a professora Sandra Bonfim.

Parceria

Dessa forma, a Semudh entraria como uma intermediadora desses povos tradicionais e ajudaria na logística de trabalho. O termo de cooperação técnica entre os órgãos deve ser amplamente discutido e fechado este mês para que o projeto comece a ser realizado ainda no primeiro semestre de 2019.

“A proposta vai servir para aproximar ainda mais a secretaria, a universidade e os povos tradicionais em Alagoas. Com a extensão, os futuros médicos terão uma ampla visão de que não é só quem mora na cidade que precisa de amparo na saúde, mas também quem está às margens da sociedade”, explicou a secretária da Semudh, Maria Silva.

A superintendente de Políticas para a Mulher, Dilma Pinheiro, e o superintendente de Políticas para aos Direitos Humanos e Igualdade Racial, Mirabel Alves, estiveram presentes à reunião e vão elaborar e esquematizar a minuta juntamente com a CEUS e o Iteral.