Notícias

AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Sexta, 18 Janeiro 2019 15:13
JOVEM APRENDIZ

Semudh e parceiros vão formar 23 jovens em situação de vulnerabilidade

Projeto visa capacitar e abrir portas para estudantes alagoanos no mercado de trabalho

Compartilhe:

  • Facebook
  • Twitter
Pais e aprendizes estiveram presentes à aula inaugural da formação Pais e aprendizes estiveram presentes à aula inaugural da formação Bruno Levy
Texto de Bruno Levy

Dar oportunidades e promover a formação de jovens em situação de vulnerabilidade social são meios de retirá-los da marginalidade e apoiá-los para um novo futuro. É por isso que a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), em conjunto com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi), por meio da ONG Rede Pró-Aprendiz, e o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (Fetipat) realizam um curso de formação para jovens aprendizes.

A aula inaugural aconteceu nesta sexta-feira (18), na sede da Semudh, e reuniu 23 adolescentes, junto aos pais. Os termos foram firmados na semana passada, por meio do qual a Renapsi será intermediadora para que os estudantes entre 14 e 16 anos trabalhem em empresas públicas e privadas como jovens aprendizes. A Semudh e o Fetipat cederão salas e o auditório da Casa dos Conselhos a fim de ajudar no processo de formação social e profissional.

A turma terá aulas de conteúdo administrativo, por meio da Semudh e da coordenadoria da Fetipat, e também assistirá a palestras sobre temas de relevância social como o combate à violência contra a mulher, abuso sexual, direitos humanos, cidadania e entre outros.

Língua de Sinais

Será ministrado também o curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante o tempo em que os adolescentes estiverem com vínculo empregatício com as empresas. Em contrapartida, terão que apresentar boas notas e frequência constante nas escolas em que estudam para se manterem no programa.

A secretária da Semudh, Maria José da Silva, destacou a alegria e o empenho entre os parceiros para formar socialmente e profissionalmente esses jovens. “É um momento de comemorar. É o primeiro passo para um futuro promissor, onde os pais devem sempre estar juntos, pois vai além da questão financeira. Trata-se também de uma formação”, disse Maria José.

O juiz titular da 10ª Vara do Trabalho, Alonso Filho, ressaltou a necessidade de haver mais chances para os adolescentes alagoanos. “Criança não pode trabalhar, porém a partir dos 14 anos ele pode atuar profissionalmente como jovem aprendiz, que tem como proposta principal a formação técnico-profissional metódica, ou seja, trata-se uma transição entre escola e trabalho, com a possibilidade de estar trabalhando, estudando e se formando. É uma oportunidade de o jovem se inserir no mercado, ter um recurso e se capacitar”, explicou Alonso.

Garantia constitucional

A coordenadora da Coordenaria Estadual da Infância e da Juventude de Alagoas (CEIJ), a juíza Fátima Pirauá, reforçou a importância de se garantir ao adolescente uma oportunidade de trabalho protegida pela Constituição Federal.

“É importante a profissionalização, pois não há outra forma de se entrar no mercado de trabalho sem ter tido uma experiência anterior e sem estar capacitado, preparado. Estes jovens precisam desse apoio, tanto do poder público, quanto das empresas que também possuem o seu compromisso social e precisam dar essa oportunidade. É assim que vamos garantir que sejam cidadãos capacitados a fim de contribuir com a nossa sociedade”, concluiu a coordenadora.

Capacitação

A Renapsi, em convênio com a Caixa Econômica Federal, fará a primeira turma de 23 pessoas com início das aulas no dia 18 de janeiro. Já com carteira assinada, os aprendizes terão mais 20 dias para se especializarem na área administrativa para, assim, iniciarem os trabalhos em agências da CEF e prosseguirem com o curso em um dia específico da semana na Casa dos Conselhos.

“Esta é uma política pública de governo onde a gente insere o aprendiz no mercado de trabalho, no qual ele não tem experiência profissional. Então, com a Semudh entrando como parceira, podemos viabilizar esse banco de dados de jovens em vulnerabilidade social para inseri-los e formá-los”, afirmou a coordenadora do Renapsi no Nordeste, Mariana Rocha.