Notícias

AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quarta, 02 Janeiro 2019 10:34

DISCURSO DE POSSE DOS SECRETÁRIOS - MUPA (1º DE JANEIRO DE 2019)

Compartilhe:

  • Facebook
  • Twitter

Minhas senhoras, meus senhores:

Hoje começamos o desafio de superar a nós mesmos.

Recomeçamos.

Fiz algumas inserções na letra original, mas é como disse Ivan Lins:

Começar de novo

E contar contigo

Vai valer a pena

Ter amanhecido

Ter me rebelado

Ter me debatido

Ter me machucado

Ter sobrevivido

Ter virado a mesa

Ter te conhecido

Obrigado por conhecer todos vocês!

O primeiro governo foi aprovado, ao longo desses quatro anos, pelas pesquisas de opinião, e no teste final, verdadeiro e decisivo: o das urnas de 7 de outubro passado.

Agora temos que fazer melhor. É o que a população espera de nós. Ela nos confiou o seu voto porque o compromisso que assumimos é o de avançar; manter e melhorar o que deu certo e corrigir os rumos do que não deu certo.

Nada de mais do mesmo.

Como disse hoje na Assembleia, acomodação cria mofo.

Chamo a atenção para um fato que comemoramos, com toda razão, mas devemos encarar com muita seriedade: A vitória foi no primeiro turno.

O povo fez questão de não prolongar o debate e a campanha, não nos pediu novas alianças, não se demorou em decidir. A decisão estava tomada, refletida, madura.

Muito bem, ora viva!, ganhamos tempo, poupamos a garganta e a sola do sapato, economizamos gasolina e evitamos que o TRE gastasse mais dinheiro público com um segundo turno.

Mas, minhas amigas, meus amigos, é uma responsabilidade muito maior que o povo e a democracia nos entregam. Isso aumenta, multiplica, eleva à décima potência a cobrança que temos de fazer a nós mesmos, porque é a cobrança que a sociedade nos fará.

Insisto: Temos que fazer um governo ainda melhor do que o primeiro. E ele será melhor. Mesmo com todas as dificuldades que o horizonte próximo já nos está mostrando.

Primeiro porque estamos recomeçando, mas não a partir do zero, tateando no escuro, como em 2015.

Ganhamos experiência, aprendemos na marra, às vezes levando porrada, mas a vida é assim mesmo, por isso ela é tão fascinante. O couro das costas ficou grosso. E acima de tudo pudemos contar com o apoio do povo alagoano, que desde o primeiro momento, e ao longo desses quarenta e oito meses, sempre demonstrou que compreende o nosso esforço.

Não fizemos tudo sozinhos. O governo teve o apoio da sociedade civil, da Assembleia Legislativa e da bancada federal – em nome da qual destaco o papel do Senador Renan, cuja liderança nacional foi decisiva para grandes vitórias como a “derrubada” no montante da gigantesca dívida do Estado de Alagoas para com a União.

Agora vamos seguir adiante, com o mesmo entusiasmo, baseados nas mesmas alianças estratégicas e as ampliando, fazendo melhor o que já era bem feito, corrigindo as falhas, inovando em soluções e, como sempre, estando mais próximo de quem mais precisa.

Quem permanece na equipe já sabe, e quem está chegando certamente já foi, ou será informado de que o governador jamais está completamente satisfeito. Porque Alagoas sempre necessita mais, sempre merece mais de nós. Para isto também preciso do apoio e do compromisso dos senhores e das senhoras, no sentido de ter sempre em mente que a coisa pública tem que ser zelada ao máximo, com transparência, ética e credibilidade.

O segundo governo, para nós, é de superação do primeiro, em absoluto – ser sempre melhor!

Uma chance e uma oportunidade que o povo alagoano nos deu e que vamos cumprir à risca. Retornando aos cidadãos e cidadãs em forma de obras, ações, serviços e o que estiver ao nosso alcance. E não vamos a esta nova luta com “mãos de quiabo” – como se fala do goleiro que tomou um frango no futebol. Vamos firmes! Confiantes! É com muito orgulho, que me credencio e lembro aos alagoanos que o nosso Estado é um dos mais transparentes do país segundo a Controladoria Geral da União (CGU) e o que fez o melhor ajuste fiscal.

Só chegamos até aqui porque este é um governar ávido na cobrança de resultados. É assim que se mantém a capacidade de gerir o governo. E a vida nos mostra que eles, os resultados, se não são cobrados, demoram a chegar, ou não chegam nunca.

Devemos aperfeiçoar a estrutura administrativa do Estado, com um modelo ainda mais ágil, mais enxuto e transversal, como os novos tempos reclamam e a nova política do país exige. Vamos prosseguir conquistando avanços em competitividade, em proficiência, que nos distinguiu de outros estados nesses quatro anos, e na gestão fiscal. Vamos buscar soluções ágeis, de forma sistemática, por meio de investimentos na inovação tecnológica.

O controle de gastos será feito com lupa ainda mais potente, para que se extraia de cada centavo do dinheiro público o máximo possível, e até o que parece impossível. Se no primeiro governo foi preciso apertar, neste segundo vamos ter que chegar até o último botão do cinco do organismo governamental, cortando ainda mais o desperdício, eliminando privilégios e suprimindo funções semelhantes ou sobrepostas.

Tudo, mais uma vez, se apoiando em pilares bem sólidos.

Os pilares que seguem sustentando a administração pública em Alagoas são quatro, e eles se complementam: Ética; Transparência; Proximidade e modernização da máquina pública.

Reforçados com as ferramentas do mundo digital, aprofundaremos nossa interação com a sociedade, que nos delegou a missão de governar e a quem temos de prestar contas.

Entendam aqui a sociedade como o povo e as instituições, sejam os demais poderes constituídos, o Legislativo e o Judiciário; as prefeituras, câmaras municipais e o Congresso Nacional; os sindicatos patronais e de trabalhadores, as entidades empresariais e de classes profissionais; Ministério Público, Tribunal de Contas e todos os demais entes públicos.

Cada secretaria, cada órgão do nosso governo, deve interagir com as instituições e a população, ouvir as entidades, conversar com o cidadão mais simples. Ouvir, refletir, agir, avançar.

Conseguimos avanços nesses quatro anos que hoje são referências no Brasil e até no exterior, como o programa Vida Nova nas Grotas, em parceria com a ONU.

O ajuste fiscal que realizamos, com a ajuda decisiva do reforço de caixa conseguido no Congresso Nacional e nos ministérios graças à ação parlamentar, é outro feito que entra para a História de Alagoas.

No meio de uma tormenta econômica que abala estados de economia forte, o pequenino Estado nordestino, pobre entre os pobres, de um ano para outro emerge com as contas equilibradas, salários do funcionalismo em dia, contratos revisados, desperdícios evitados ou eliminados...

... e surpreende o Brasil com investimento próprio em Saúde, construindo cinco hospitais;

- Na Educação, saindo de zero para 50 escolas em tempo integral, além do maior avanço no IDEB no Brasil;

- A maior redução da violência neste ano entre todos os Estados, depois de ter se livrado do topo do ranking dos crimes de morte;

- A segunda melhor malha rodoviária do país, obras de infraestrutura por toda parte;

- E, certamente consequência de todos esses fatores, o maior fluxo de visitantes contabilizado pela maior agência de turismo do país.

De fato, muita gente ficou com vontade de conhecer Alagoas, perdeu o medo de vir pra cá. E quem conhece isto aqui, meus amigos e minhas amigas, volta sempre.

Tudo isso que expus são conquistas importantes, sem dúvida. Mas não nos devem bastar. Se bastassem, eu não precisaria ser candidato à reeleição e os senhores e as senhoras não precisariam estar aqui.

Não bastam para o nosso povo e para nossa economia, que merece e precisa de muito mais. Há setores em que praticamente tudo ainda está por fazer.

E não podemos mais nos referir às mazelas de Alagoas como “coisas do passado”. Porque agora o passado recente somos nós mesmos! Isso acabou, agora é trocar o “era uma vez” pelo “é dessa vez”.

Vamos encarar as dificuldades e superá-las; temos condições, força e ânimo para isso. Já disse e repito: dificuldade se enfrenta é com trabalho, não choramingando pelos cantos, nem "arregando" frente aos desafios.

Vou pegar emprestado um verso do samba de Gilberto Gil, e mudar a geografia dele, pra exprimir o que estou sentindo agora.

Peço que todos possam ter e guardar, no pensamento e no coração, esse desejo pra todos nós, neste novo ano e pela vida afora:

“Meu caminho pelo mundo, eu mesmo traço.

Alagoas já me deu régua e compasso”.

Muito obrigado. Vamos em frente! Bom 19 a todos! Que Deus nos abençoe!