Notícias

AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Sexta, 21 Dezembro 2018 09:04
JUSTIÇA E SEGURANÇA

Estado avança com coleta de material genético nos presídios

Previsão é coletar 500 amostras biológicas dos reeducandos até o final deste ano

Compartilhe:

  • Facebook
  • Twitter
Estado promove a Justiça dentro e fora do cárcere recolhendo amostras de DNA dos internos Estado promove a Justiça dentro e fora do cárcere recolhendo amostras de DNA dos internos Jorge Santos
Texto de Maysa Cavalcante

Dando mais um passo para garantir a segurança pública em Alagoas, a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), em parceria com a Perícia Oficial, avançam com a coleta de material genético dos internos. Servidores já estiveram em quatro presídios para recolher as amostras biológicas que serão inseridas no banco de dados coordenado pela Polícia Federal e compartilhado com os demais órgãos de segurança pública.

Os custodiados condenados por crimes praticados com violência, dolosamente, de natureza grave contra pessoa ou por quaisquer dos crimes considerados hediondos, como homicídio, latrocínio, estupro e genocídio, por lei, são obrigados a ceder amostras biológicas. A previsão é de que o material genético dos reeducandos de Alagoas seja inserido na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) em março de 2019. 

"A Seris está oferecendo todo o suporte para Perícia Oficial realizar a coleta do material genético dos internos. O banco de dados vai contribuir para elucidação de crimes, propiciando segurança jurídica nas sentenças. Nossa meta é coletar o material genético de 2500 custodiados até o fim do primeiro semestre de 2019, sendo 500 dessas amostras neste ano", ressalta o titular da Seris, coronel Marcos Sérgio de Freitas.

O reeducando Jadielson Barbosa foi um dos custodiados que participaram da coleta de material biológico. De acordo com ele, os reeducandos estão encarando a iniciativa de modo positivo. "Esse trabalho é importante para Perícia Oficial, pois contribui para a identificação daqueles que cometeram crimes e, também, para aqueles que estão cumprindo pena, já que através do exame de DNA podem ser absolvidos de acusações", disse.

Balanço

O Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, foi o primeiro a participar do processo, com 207 amostras biológicas colhidas. No Núcleo Ressocializador foram feitos procedimentos com 101 reeducandos. No Centro Psiquiátrico Judiciário (CPJ) 69 pacientes tiveram amostras colhidas e, no Presídio Santa Luzia, 68 internas. Ambas as unidades ficam no Complexo Prisional, em Maceió. As coletas tiveram início neste mês.