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Quinta, 01 Novembro 2018 11:37
TRI-ALÉLICO

Peritos criminais relatam primeiro caso de padrão genético raro em Alagoas

Descoberta influenciará estudos para novos métodos de genotipagem para testes de DNA forenses

Descoberta dos peritos criminais alagoanos foi publicada na revista Forensic Science and Criminology Descoberta dos peritos criminais alagoanos foi publicada na revista Forensic Science and Criminology Aarão José
Texto de Aarão José

Peritos criminais do Laboratório de Genética Forense da Perícia Oficial de Alagoas realizaram um achado genético raro de padrão tri-alélico por análise forense. O relato, primeiro do Estado de Alagoas, foi feito durante uma análise de amostras oriundas de um local de homicídio.

 

A importante descoberta dos peritos criminais alagoanos foi publicada na revista Forensic Science and Criminology. Conceituada internacionalmente, a publicação reúne artigos de todo o mundo no campo da inovação em pesquisa forense, análise de evidências e investigação criminal.

 

Os peritos criminais Marek HF Ekert, Marina Mazanek, Carmelia Miranda e Rosana Coutinho, responsáveis pelo exame, além do estagiário Alessandro Lucas Santos, explicaram que o DNA humano é formado pela troca de cromossomos do pai e da mãe, ou seja, um alelo de cada. Neste caso especifico, o exame detectou um alelo a mais, indicando a presença do padrão tri-alélico do tipo 2, uma alteração de herança genética do indivíduo.

 

“A amostra de referência do referido caso foi submetida à extração de DNA. Esse material foi quantificado, amplificado e genotipado. A partir do estudo dos polimorfismos do DNA nuclear de cromossomos autossômicos foi possível determinar o perfil genético autossômico completo, e neste caso muito raro, um padrão de três picos em um único locus”, afirmaram os peritos criminais.

 

De acordo com os peritos, esse achado pode servir de base para o início de um estudo referente à caracterização genética da população de Alagoas e outras populações da região nordeste, a fim de conhecer a possível subestrutura da população, podendo no futuro, ser utilizado como marcador de identificação humana.

 

“O padrão tri-alélico pode ter várias causas, tais como quimerismo ou mutações cromossômicas. E como ele pode ser propagado para sua linhagem, o seu descobrimento permite ao mundo cientifico ampliar seus estudos na área de DNA forense”, relataram os peritos.