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Quinta, 01 Novembro 2018 10:06
NOVA CHANCE

Cursos profissionalizantes já atenderam quase 1.200 reeducandos desde 2015

Secretaria de Estado da Ressocialização aposta ainda na educação formal para efetivar a reintegração social de internos

Com uma gestão eficiente, professores e agentes penitenciários educam custodiados nos presídios Com uma gestão eficiente, professores e agentes penitenciários educam custodiados nos presídios Fotos: Jorge Santos
Texto de Maysa Cavalcante

Usando a educação e o trabalho como ferramentas indissociáveis, a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) desenvolve, por meio da Gerência de Educação, Produção e Laborterapia, diversas ações para educação formal e profissional dos reeducandos alagoanos.

 

A partir das parcerias, a Seris oferta aos custodiados diversas oportunidades para qualificação profissional. No período entre 2015 e 2018, 1.158 custodiados foram contemplados com os cursos do Sesi, Senar, Senai, Senac, Pronatec e Instituto Mundo Melhor foram algumas das instituições que capacitaram os custodiados.

 

A Educação de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (EJA/PPL) é uma das modalidades de ensino ofertadas pela Seris. Entre 2015 a 2018, cerca de 1.700 reeducandos foram beneficiados com as aulas. Somente em 2018, foram formadas 12 novas turmas da EJA, atendendo mais de 450 custodiados.

 

Os reeducandos também participam do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM/PPL). De 2015 para 2018, 993 apenados participaram da prova. Vários conseguiram a pontuação para ingressar no Ensino Superior, seja através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) ou outros programas.

 

Em 2017, 19 custodiados cursaram o Ensino Superior nos presídios alagoanos pela modalidade EAD. Alguns conseguiram a vaga através da nota no ENEM. Desde 2015, quando o Ensino Superior passou a ser realidade no sistema prisional, até hoje, mais de 50 internos tiveram suas aulas de graduação.

Com uma gestão eficiente, professores e agentes penitenciários educam custodiados nos presídios (Fotos: Jorge Santos)

O Exame Nacional de Certificação de Competências de Educação de Jovens e Adultos (ENCCEJA/PPL) começou a ser aplicado em Alagoas como certificação de conclusão do Ensino Fundamental e Médio em 2017. Até o momento cerca de 800 internos participaram da prova. Vale ressaltar que o nível das provas é o mesmo daquelas que são aplicadas fora do cárcere.

 

O reeducando R.F. ressalta as oportunidades através da educação. “Para alcançarmos nossos objetivos é necessário esforço; é preciso querer e buscar. Por isso participo de todos os cursos disponibilizados pela Seris, não pensando apenas na remição. O principal é o aprendizado. Porque a educação é algo que ninguém conseguirá tirar de mim”, salienta.

 

O titular da Seris, coronel Marcos Sérgio de Freitas, ressalta o empenho dos educadores e agentes penitenciários para efetivar a mudança através da educação. "Temos uma Gerência de Educação, coordenada por agentes penitenciárias, que não mede esforços para transformar a vida dos apenados com papel, caneta, livro e conhecimento. Esse fator faz total diferença".