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Quarta, 24 Outubro 2018 16:19
motivação

Reeducandos colhem 40 toneladas de alimentos em horta do sistema prisional

Trabalho tem transformado a realidade de custodiados que também são beneficiados com qualidade dos produtos produzidos

Alimentos cultivados são destinados aos servidores e internos Alimentos cultivados são destinados aos servidores e internos Foto: Jorge Santos
Texto de Maysa Cavalcante

"Para mim, esse trabalho representa uma oportunidade de recomeço. Com a laborterapia e o estudo busco ser uma nova pessoa e consertar os erros do passado. Fico muito feliz ao saber que os alimentos cultivados na Horta do Complexo Prisional são doados para ONGs, ajudando aqueles que passam necessidade", revela emocionado o reeducando Gustavo da Silva.   

 

O custodiado faz parte do grupo de 25 apenados que trabalham com a produção de alimentos nos nove hectares da Horta. A iniciativa faz parte das ações da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), que oferta educação e capacitação profissional para reintegrar socialmente os internos. Até setembro deste ano, 40 toneladas de alimentos já haviam sido colhidas.

 

Batata doce, macaxeira, feijão verde, pepino, pimentão, berinjela, couve, coentro, melão, maracujá e melancia, são alguns dos alimentos cultivados e destinados ao consumo dos servidores e apenados nos presídios. Diariamente, quinze mil refeições são servidas no Complexo Prisional. O coordenador da Horta, João Batista, fala sobre os benefícios do trabalho.

 

"Através de um estudo realizado pela Gerência de Educação, Produção e Laborterapia, ficou constatado que o Estado economiza 15% na compra de alimentos graças ao trabalho desenvolvido pelos apenados na horta. É muito gratificante perceber que além de melhorar a vida dos reeducandos, o labor contribui para a economia dos cofres públicos", revela o servidor Batista.

 

"Por ser um trabalho coletivo, a horta melhora a convivência no cárcere. Alguns entram no sistema prisional sem perspectiva de vida, mas o acesso ao trabalho e ao estudo renova a esperança e prepara-os para reinserção social. Aprendi muitas coisas aqui", finaliza o interno Gustavo da Silva, que participou de cursos para o cultivo de tubérculos, piscicultura e irrigaçãooferecidos pela Seris.