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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Sexta, 06 Julho 2018 10:09
DESDE 2015

Políticas públicas fazem Alagoas avançar na melhoria dos índices educacionais

Para secretária de Estado da Educação, Laura Souza, o Programa Alagoano de Ensino Integral e Escola 10 contribuem decisivamente para melhoria da educação 

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Os investimentos em laboratórios de informática e de robótica vêm ajudando a melhorar os indicadores da educação Os investimentos em laboratórios de informática e de robótica vêm ajudando a melhorar os indicadores da educação Ascom Seduc
Texto de Tais Albino

Nos últimos anos, a educação em Alagoas cresceu. A melhoria vai além das escolas reformadas e a construção de ginásios poliesportivos. Os investimentos em laboratórios de informática e robótica, valorização dos diretores e, principalmente, a criação do Programa Alagoano de Ensino Integral (Palei) e do Programa Escola 10 estão mudando os índices educacionais. 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o abandono escolar caiu 43,4% no ensino Médio, de 2014 para 2017. Também no Ensino Médio, a taxa de aprovação saltou 12,4 pontos percentuais no mesmo período, chegando a 83,1%.

A secretária de Estado da Educação Laura Souza atribui os números apresentados pelo Inep a dois principais programas de políticas públicas voltadas à Educação. O primeiro é o programa Escola 10. Criado no início de 2017 com o objetivo de unir o Estado e os 102 municípios em um processo de melhoria da educação em Alagoas.

O Escola 10 espalhou docentes por todas as escolas estaduais e municipais alagoanas com a função de criar estratégias aperfeiçoar o ensino. Também foram estabelecidas metas educacionais para todas as duas mil unidades públicas e para cada município.

Por meio deste programa, a Seduc analisa diagnósticos de ensino e ajuda os municípios a pensarem em políticas públicas efetivas. Além de promover formações e disponibilizar materiais didáticos para estudantes e professores.

Em 2017, as escolas públicas municipais receberam pela primeira a Prova Alagoas. A avaliação teve como objetivo diagnosticar as principais dificuldades dos alunos dos 5° e 9°, que fariam a Prova Brasil. Ela é um dos principais indicativos para o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A Prova Alagoas foi aplicada no mês de março e agosto do ano passado. Depois do avanço do programa, foi registrado crescimento de 20% na proficiência em língua portuguesa e matemática na segunda aplicação nos anos iniciais e anos finais.

“O Programa Escola 10 trouxe uma apolítica de acompanhamento pedagógico, a cultura de olhar para resultados de avaliações e traçar planejamentos. Também a certeza que não dá para fazer educação sem colaboração”, avaliou a Secretaria de Estado da Educação, Laura Souza.

 

Ensino Integral

Outro programa importante para o desenvolvimento da Educação é o Programa de Ensino Integral (Palei), criado em 2015. Até o momento, ele contempla 50 escolas da rede estadual de ensino, sendo a maioria delas voltadas para o ensino médio.

A gerente da Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Fabiana Dias, explica que “o ensino em tempo integral trabalha a vida do aluno em várias dimensões de aprendizado, socialmente e em nível de futuro. Tudo isso, ressignifica e eleva o ensino. Faz as notas avançarem e alimenta a vontade dos estudantes permanecerem na escola”.

A proposta do Palei é complementar as disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – que contém matemática, português, física, etc. – com disciplinas eletivas que têm relação com as matérias da base, mas vão além do comum, como por exemplo, robótica, astronomia e empreendedorismo.

Nas escolas que aderiram à modalidade de ensino, alunos desenvolvem projetos de iniciação científica e são acompanhados, bem de perto, por um docente orientador que os ajuda a criar planos de estudos de acordo com o que desejam para o futuro próximo e distante.

São nove horas de permaneciam na unidade de ensino, onde estudantes passam por cinco refeições e têm horários para: clubes juvenis, estudos orientados e esportes. Além disso, as escolas possuem estrutura adequada para abrigar os alunos em processo de formação integral.

 

Outros investimentos, mais conquistas

Alagoas ficou pela primeira vez em 2° lugar em âmbito nacional na Olimpíada Brasileira de Física de Escolas Públicas (OBFEP), também conquistou o 1° lugar do Nordeste. A Seduc ofereceu aos professores formação e discussões de questões teóricas, métodos de correção da prova e mostrou como os alunos seriam avaliados.

O Governo também ampliou para 95 escolas estaduais contempladas com laboratórios de robótica. Por consequência, na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) 2018, a rede estadual quintuplicou o número de inscritos em relação ao ano passado.

Essas conquistas também podem ser atribuídas ao o programa Escola Web. Em que a Seduc descentralizou recursos para que as escolas contratassem a própria internet banda larga e equipou 70 escolas estaduais com novos computadores.

 

Estrutura física também conta

O Governo de Alagoas já reformou 164 unidades de ensino por todo estado e até o fim de 2018, outras 50 escolas estarão recuperadas. Além das escolas, 19 ginásios foram reconstruídos e outras 54 quadras cobertas foram construídas e entregues do Litoral ao Sertão.

Além disso, foi entregue o a parte esportiva do Centro de Educação Integral (CEI) Mário César Fontes, em Arapiraca. O espaço conta com pista de atletismo, campo de futebol society e piscina semiolímpica, beneficiando 13 mil alagoanos.

O Cepa também foi reurbanizado e ganhou campo de futebol com medidas oficiais, dotado de gramado sintético e base em solo natural. Já a pista de atletismo ganhou revestimento de saibro. A iluminação noturna foi modificada, as calçadas refeitas e está mais arborizado e hoje se tornou não só o centro educacional, mas uma área de lazer para toda a comunidade.