Notícias

AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quarta, 04 Julho 2018 11:52
Na Base do Esporte

Socialização e inclusão social avançam no combate à violência

Programa Na Base do Esporte desenvolvido pela Secretaria do Esporte, Lazer e Juventude atende milhares de pessoas com vulnerabilidade social

Compartilhe:

  • Facebook
  • Twitter
 Beneficiários do programa Na Base do Esporte, no CEEL Beneficiários do programa Na Base do Esporte, no CEEL Ascom Selaj
Texto de Mariana Moura

Através da Secretaria do Esporte, Lazer e Juventude, criada para unificar em uma só área de atuação três importantes segmentos sociais, o governo de Alagoas oferece o programa Na Base do Esporte, o primeiro com viés esportivo, cujo objetivo é promover a socialização e a inclusão social através do esporte.

O programa Na Base do Esporte foi lançado no segundo semestre de 2015 e existe atualmente em 11 (onze) bairros da capital alagoana (Bebedouro, Jacintinho, Forene, Conjunto Santa Maria, Cleto Marques Luz, Selma Bandeira, Grota do Pau D’arco, Trapiche, Clima Bom, Caminha e Vergel) e atende cerca de 1500 (mil e quinhentas) pessoas, entre crianças, jovens e idosos. Sua edição é de duração continuada, 20h por semana. São investimentos que levam qualidade de vida para moradores de regiões da periferia de Maceió.

Para a secretária do Esporte, Lazer e Juventude, Cláudia Petuba, “o programa Na Base do Esporte é um dos trabalhos que mais gratificam aqui na Secretaria. Esse compromisso social, o retorno humano, nos enche de orgulho e muito nos engrandece”.

"O programa Na Base do Esporte vem cumprindo o seu papel de levar inclusão social e o esporte de maneira cidadã para a população alagoana. É a consolidação de política pública focada na diminuição dos índices de criminalidade. O governo como um todo vem trabalhando para reduzir os números da violência no Estado e ao mesmo tempo, abrir portas para um futuro melhor pra as crianças, jovens e adultos integrantes do programa”, afirma a secretária, que justifica o esporte como prevenção à violência: “a prevenção da violência tem se apresentado como a forma mais eficiente de combatê-la, pois os custos são menores, os resultados são mais sólidos, o poder de multiplicação dos efeitos positivos são maiores", afirma a secretária.

O programa atua compreendendo várias modalidades esportivas, entre elas a luta olímpica. No Centro Estadual de Esporte e Lazer (CELL), no bairro de Bebedouro, o projeto começou em março de 2017, sob a responsabilidade da Federação Alagoana de Lutas Associadas (FALLA) e já coleciona lindas histórias de resgate e inclusão social.

Cada entidade apresenta atividades diferentes. No Estádio Rei Pelé, por exemplo, a Federação Alagoana de Atletismo (FAAT) promove aulas de atletismo, futebol e handebol, enquanto a Federação Alagoana de Beach Soccer (FALABS) realiza aulas de zumba e ginástica.

A beneficiária Maria da Conceição Araújo, de 69 anos, afirma que as atividades físicas que vem fazendo através do programa tem melhorado sua condição de vida: “toda segunda, quarta e sexta participo da Zumba no Trapichão. Venho logo cedo, volto para casa disposta, faço a comidinha do marido e dos filhos. Tenho me sentido muito bem. Acho que nós, que vivemos em locais mais afastados, merecemos este tipo de atenção e de forma gratuita, claro”. E concluiu sorridente: “eu estou satisfeitíssima”.

Para Tarcísio Tavares, coordenador do núcleo no CEEL, o projeto “busca a melhoria da comunidade. Nosso projeto é social”. De acordo com o professor, que é atleta, “o esporte ajuda na compreensão das regras e trabalha o respeito. Observamos na base, o quanto as crianças aprendem essa lição, respeitando o momento das atividades, o professor e os demais colegas. Não é brincar por brincar, é brincar com uma finalidade, é preciso compreender as regras e lidar com as derrotas”.

O professor, que carrega experiência de atuação em locais como academias privadas, expressou o compromisso das crianças da região: “a periferia se dedica muito mais. Nossos alunos são muito assíduos, não faltam e querem participar de tudo. Quando chegamos, observamos muita carência da criança com relação à prática esportiva orientada, ou seja, a parte técnica e com nosso trabalho elas se aprofundaram mais no futebol, na luta olímpica, no handebol, no voleibol e no atletismo”. A partir disso, com muita segurança, afirma que “vemos muitas crianças com aptidão para o esporte de alto rendimento”.

Além da parte mais prática do objetivo do esporte, existe uma que não se mede por ser subjetiva e atuar diretamente na sensibilidade de quem se aproxima. Para o professor, “o vínculo é muito grande. O afeto, o carinho a ligação emocional que criamos com essas crianças, com sua história, essas coisas nos engrandecem”.