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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quarta, 13 Junho 2018 14:30
PATRIMÔNIO

Estudantes da rede estadual abraçam campanha “Minha escola eu amo eu cuido”

Na Escola Estadual Gilvana Ataíde, no bairro da Santa Lúcia, proposta culmina com projetos integradores realizados pela unidade em prol do patrimônio público

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Campanha foi levada apos 1600 alunos da Escola Gilvana Ataíde Campanha foi levada apos 1600 alunos da Escola Gilvana Ataíde Foto: Valdir Rocha
Texto de Manuella Nobre

Com o intuito de conscientizar a comunidade escolar sobre a importância da preservação do ambiente e patrimônio, a campanha “Minha Escola eu amo eu cuido” tem percorrido as escolas da rede estadual. Essa semana, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) esteve em unidades de ensino de Arapiraca e Maceió para a divulgação da ação.

 

Nesta quarta-feira (13), foi a vez da Escola Estadual de Ensino Integral Professora Gilvana Ataíde Cavalcante Cabral, no bairro da Santa Lúcia, receber a campanha. Com estrutura grandiosa distribuída em dois pavimentos e atendendo mais de 1600 estudantes, a unidade de ensino possui 13 salas de aula, laboratórios de informática e ciências, biblioteca, auditório para 100 pessoas, salas para dança e oficinas de teatro, sala de grêmio estudantil, cozinha, refeitório, quadra poliesportiva e 4 banheiros, dois em cada andar, secretaria, além de salas para coordenação, professores e direção.

 Campanha foi levada para 1600 alunos da Escola Gilvana Ataíde (Foto: Valdir Rocha)

Segundo a gestora geral, Sandra da Silva Lima, a unidade já realiza ações voltadas à conservação, com projetos integradores realizados pelos estudantes da 1ª série e que contam com a participação da comunidade.

 

“Esta campanha é muito boa e vai fortalecer o que a escola está realizando. Com os nossos Projetos Integradores, iniciamos uma conscientização com os alunos. Além disto, abrimos a escola à comunidade nos finais de semana, com atividades esportivas, oficinas, palestras, entre outras. Acreditamos que trabalhar esta temática com o aluno é algo muito positivo, pois proporciona o despertar da consciência para a preservação e faz com que assumam o seu protagonismo”, declara a gestora.

 

Questão de consciência

A campanha “Minha escola eu amo eu cuido” vem fortalecer o trabalho da gestão e a bandeira levantada por alguns professores e alunos em prol de uma escola limpa e bem cuidada.

 

A articuladora de ensino Flávia Nascimento destaca a importância de se trabalhar a conscientização do jovem. “Muitas vezes, eles não têm noção do valor do patrimônio e campanhas como esta acendem a luzinha. Todos se sentem melhor com um ambiente limpo”, avalia.  

 

A professora de história Rute Omena e estudantes do ensino integral realizam o projeto integrador “Mobiliza GA Escola Legal”. Por meio da exposição “Vamos olhar para o patrimônio”, eles recolheram materiais e sucatas e precificaram cada item. A ideia é mostrar os danos causados pela falta de zelo. O resultado foi positivo.

 Campanha foi levada para 1600 alunos da Escola Gilvana Ataíde (Foto: Valdir Rocha)

“Temos alunos muito bons, comprometidos. Esta ação foi iniciativa deles, interessados no tema e em mudar o ambiente em que estão”, explica Rute. “A escola tem estrutura boa, mas alguns alunos ainda precisam se comprometer”, afirma a aluna Alice Augusta, uma das integrantes do projeto integrador.

 

“Desde o ano passado queríamos fazer esta ação. A ideia é mostrar que, se quebrar a banca, a escola terá que gastar para substituir ao invés de gastar com outra coisa para nós mesmos. Precisamos evitar isto, a escola é praticamente a nossa segunda casa”, enfatiza Rose Heloise.

 

Outro grupo de estudantes, liderado por Felipe Muriel e Rafael Felipe, também está engajado em ações de apoio à escola e ao consumo consciente. “Na hora do intervalo, observamos alguns colegas que ainda desperdiçam comida e procuramos conscientizá-los para não fazer isso. Não adianta pintar a escola e alguém pichar, comprar carteiras novas e quebrarem”, relata Felipe Muriel. “Precisamos cuidar dos ambientes. Junto com a diretora Sandra, pensamos em ajeitar as salas, a biblioteca e até o jardim”, revela Rafael Felipe.