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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Domingo, 13 Maio 2018 11:20
MÊS DAS MÃES

Profissionais da Segurança Pública se destacam pelo instinto maternal

Além de desempenharem suas funções, estão preocupadas com o bem-estar do próximo

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Major Meidja ao lado da cabo Elizabeth em consulta às crianças Major Meidja ao lado da cabo Elizabeth em consulta às crianças Ascom SSP
Texto de Micheliny Tenório

Neste mês dedicado às mães, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) homenageia as profissionais de segurança por meio de quatro mulheres que se destacam em seus locais de trabalho pelo profissionalismo e perfil acolhedor maternal.

 

Colegas de trabalho confirmam o lado “mãe” dessas mulheres que se dedicam além das ações que lhes são confiadas e por isso são admiradas. A policial civil Aidil Omena divide seu tempo de trabalho entre a função desempenhada no setor de Recursos Humanos da SSP e no atendimento aos colegas em questões pessoais. Com 25 anos de profissão, Aidil se surpreendeu com a escolha dos colegas.

 

“Fico feliz em saber que passo esse sentimento fraternal. Procuro tratar as pessoas como gostaria de ser tratada, eu gosto de animar o local de trabalho para que as pessoas se sintam bem e ofereço apoio quando alguém está triste, mas é espontâneo de minha parte, faz parte da minha vontade de tentar ser um ser humano melhor a cada dia”, disse.

 

Aidil (blusa branca ao centro) em momento descontraído com os colegas (Ascom SSP)

Elisangela Souza, amiga e colega de trabalho no setor de Frotas da SSP, define Aidil com um exemplo de conduta e profissionalismo para os colegas, que veem nela um apoio para todas as horas, especialmente nas dificuldades. “Ela tem mais que o lado mãezona, é caridosa ao extremo, sensível demais. Coloca-se sempre no lugar do outro. Tem cuidado com todos sem distinção”, afirmou.

 

Carinho e cobrança no comportamento

 

Seguindo a máxima de que coração de mãe sempre cabe mais um, a coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar de Alagoas (PM), Valdenize Ferreira, coordenadora do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) é uma mãe típica, como ela mesma define.

 

“Sou carinhosa, mas também cobro retidão no comportamento, pois, tenho todos como filhos. Preocupo-me com o futuro deles e vez por outra chamo para conversar e aconselhar”, explicou.

 

O Soldado PM Hugo Torres afirma que os policiais do Proerd se consideram “filhos” da coronel e esta relação ultrapassa o ambiente de trabalho.

 

“O trato que a coronel Valdenize tem com as pessoas reflete em nossa conduta profissional e no cotidiano, pois, ela motiva as pessoas a serem cada vez melhores e nos cobra isso. Ela nos incentiva como uma mãe, e esse sentimento é recíproco, porque a temos como uma mãezona”, destaca.

 

Espera pelo retorno

 

Há 30 anos, a delegada da Polícia Civil Maria Aparecida Araújo cuida de sua equipe como se fossem filhos. Mãe de um casal de filhos e avó de duas netas, ela conta que a filha, quando criança, não gostava de dividir a atenção da mãe com as outras pessoas. Hoje, a futura assistente social já convive melhor com a popularidade da mãe delegada.

 

“Aonde eu chegava com ela, se alguém me cumprimentasse, Valéria ‘fechava a cara’ e as pessoas reparavam”, relembra sorridente. Apesar de já ter tempo para se aposentar essa possibilidade não é cogitada. Ritualmente, não deixa o posto na Delegacia do 3º Distrito, na Ponta Grossa, sem ver o retorno de seus “meninos”.

 

Delegada Aparecida e seu fiel escudeiro Claudevan (Ascom SSP)

“Estamos numa área crítica, com problemas como o tráfico, então eu não sossego enquanto não estão de volta. Sempre me preocupo com o retorno e não deixo a delegacia até vê-los. Graças a Deus nunca perdi um agente em serviço. Recebo com um cafezinho para despertar as ideias (risos)”, contou.

 

O agente da Polícia Civil, Claudevan Barros, convive há cerca de três anos com a delegada, apesar de conhecê-la desde que entrou na instituição há 26 anos. Sobre o jeito “mãezona” da delegada, o agente não poupa elogios.

 

“Ela acolhe as pessoas, não somente os colegas de trabalho, mas os demais que se aproximam precisando de ajuda. Para gente que trabalha no dia a dia na rua, nas incursões, e ter alguém que passa um ensinamento e que nos acolhe faz muita diferença no serviço e na vida”, afirmou.

 

Sonho de ter 100 filhos

 

A major e médica pediatra do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Meidja Mesquita, conta aos risos a resposta que deu ao ser indagada, quando criança, sobre quantos filhos queria ter: “100 filhos e hoje tenho mais de mil, pois, cada criança que chega ao consultório acolho como médica e mãe”.

 

A oficial é mãe da Lara, de sete anos, e há 12 anos está na Corporação, atendendo aos filhos dos bombeiros na Policlínica. Além da medicina, a major preza pela relação interpessoal e nas consultas consegue ajudar as crianças a não ter medo de ir ao médico e até arranca confissões que auxiliam no tratamento.

 

“Vivi momentos difíceis com crianças adoentadas e presenciei verdadeiros milagres com a melhora, mas, situações simples, que às vezes não damos tanto valor, fazem também grande diferença. Muitas bombeiras tinham receio ou algum impasse para dar de mamar ao filho e aqui na pediatria a gente foi orientando e conscientizando sobre essa necessidade e demonstração de amor ao filho. Vi muitas mães darem de mamar. O melhor é ouvi-las comentar o quanto os filhos estão crescendo sadios”, disse.

 

A cabo BM Elisabeth Melo, que auxilia a major, confirma o afeto da oficial com as crianças e que também se estende aos pais.

 

“Esse jeito mãezona da major Meidja influencia muitas bombeiras devido ao amor que ela tem pela profissão e este amor ela transmite para as crianças que atende, além de ser sempre atenciosa com os pais. Ela trata nossos filhos com muito carinho. É muito dedicada ao que faz. É uma mãezona para nossos filhos”, enalteceu.

 

Em meios às ações que cobram posturas enérgicas e prontidão para combater o crime ou salvar vidas, essas mulheres comprovam que as dificuldades não endurecem o coração.