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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quarta, 07 Março 2018 16:57
GARANTIA DE DIREITOS

Semudh discute estratégias de resistência à intolerância contra centro religioso

Centro de matriz africana, localizado no bairro da Forene, foi apedrejado durante realização cerimônia religiosa

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Representantes da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos acompanharam religiosos em Boletim de Ocorrência contra ataques sofridos no sábado (3) Representantes da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos acompanharam religiosos em Boletim de Ocorrência contra ataques sofridos no sábado (3) (Fotos: Ascom/Semudh)
Texto de Sirley Veloso

A Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh) acompanhou religiosos de matriz africana em registro de Boletim de Ocorrência na terça-feira (6), devido aos ataques sofridos pela Casa Ilê Nife Omo Nije Ogba Iyá Niger, no último sábado (3). Durante todo o dia, representantes da Semudh também discutiram estratégias de resistência à intolerância religiosa.

 

O centro religioso, localizado no Conjunto Margarida Procópio, no bairro da Forene, foi vítima de apedrejamento durante a realização de uma cerimônia no sábado (3). Conforme os relatos da iyálorixá Nailza Araújo, líder espiritual da casa, as agressões duraram cerca de seis horas, assustando, principalmente, as crianças que se encontravam no local.

 

A iyálorixá afirmou que mantém as tradições religiosas, herdadas dos antepassados aficanos, repassando os ensinamentos para os mais jovens, e que, por isso, vem sofrendo a intolerância de alguns integrantes da comunidade.

 

Mesmo a liberdade de culto estando garantida na Constituição Federal, a mãe de santo Nailza Araújo disse que vem sofrendo a intolerância religiosa por parte de evangélicos da comunidade.

 

Para a superintendente de Direitos Humanos e Igualdade Racial, da Semudh, Rita Mendonça, é importante que seja apurada a denúncia de intolerância religiosa, pois se trata de crime grave, e a liberdade de culto deve ser respeitada.

 

O caso deve ser investigado pela Delegacia do 10º Distrito, no Conjunto Eustáquio Gomes, no Tabuleiro do Martins. Além da Semudh, instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Fundação Palmares também acompanharam os religiosos e discutiram formas de resistência e de garantia de direitos.