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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Segunda, 05 Março 2018 18:30
RECONHECIMENTO

Diretor-presidente do Iteral é homenageado por movimento social

Há três anos à frente do Instituto de Terras de Alagoas, Jaime Silva investe no diálogo e busca alternativas que reduzam os conflitos agrários

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Jaime foi o primeiro representante do Governo a ser reconhecido na luta pela reforma agrária Jaime foi o primeiro representante do Governo a ser reconhecido na luta pela reforma agrária (Fotos: Helciane Angélica Santos Pereira)
Texto de Helciane Angélica Santos Pereira

O diretor-presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Itera), Jaime Silva, foi homenageado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), durante a abertura da 29ª Assembleia Estadual, no Centro Catequético dos Irmãos Marista, no município da Barra de São Miguel.

 

 Helciane Angélica Santos Pereira

 

Pela primeira vez, uma personalidade política e representante do Governo do Estado recebeu o troféu em forma de barraca de lona – símbolo de luta e resistência – com o intuito de reconhecer o apoio aos movimentos sociais; além do trabalho sério e comprometido por alternativas que reduzam os conflitos agrários e na busca por mais investimento na reforma agrária.

 

O gestor, que está há três anos a frente do órgão, tem mantido um bom relacionamento institucional com os movimentos do campo, por meio do diálogo permanente, e investe na valorização da agricultura familiar e no fortalecimento das feiras agrárias. Jaime Silva também ampliou as ações de fiscalização e combate das irregularidades de beneficiários do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF) que vendem ou abondam seus lotes nas unidades produtivas.

 

 Helciane Angélica Santos Pereira

 

“A reforma agrária nunca deu errado nesse país, o que falta é incentivo e apoio dos governantes, para que se torne uma realidade e mantenha o homem no campo, produzindo com a sua família. E enquanto eu estiver no Iteral irei defender a bandeira da reforma agrária, com recurso do Governo Federal ou não, dentro das medidas possíveis, porque é uma obrigação minha. E eu agradeço imensamente a confiança dos movimentos pelo trabalho desenvolvido”, exaltou Jaime.

 

Estiveram presentes na solenidade agricultores familiares, além dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Via do Trabalho (MVT), Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/AL).

 

Agroecologia

 

O evento segue até o dia 7 de março, tem como tema central ‘Agroecologia: O caminho da agricultura camponesa’ e contou com um momento místico e reflexão bíblica sobre a importância da terra e o uso consciente da água. Também foi entregue o certificado de resistência às lideranças dos acampamentos Bota Velha e Santa Cruz com 18 anos de existência no município de Murici.

 

Para a coordenadora nacional do MST, Débora Nunes, a prática da agroecologia também é uma frente de luta dos movimentos. “Quando a gente faz a agroecologia, não é só deixar de colocar veneno no solo e, sim, trata-se de uma visão diferenciada da vida e tem a ver com a relação com os nossos companheiros”, justificou.

 

Já o superintendente adjunto do Incra, José Ubiratan Rezende, exaltou que é preciso resgatar os conhecimentos sobre a agroecologia, porque é um diferencial e precisa ser ampliado entre os agricultores. Para isso, tem sido discutida na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) a implantação do primeiro curso superior nessa área para assentados da reforma agrária.

 

Participam da atividade aproximadamente 80 participantes representantes de acampamentos e assentamentos da reforma agrária do Litoral, Zona da Mata e Sertão.