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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Sexta, 26 Janeiro 2018 16:24
INVESTIMENTO

Servidores são qualificados para utilizar cães em operações nos presídios

Canil do Complexo Penitenciário conta com 40 animais que auxiliam agentes penitenciários na guarda das unidades, contenção de motins e farejo de materiais ilícitos

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Adestradores e agentes penitenciários que treinam os cães periodicamente participam de seminário Adestradores e agentes penitenciários que treinam os cães periodicamente participam de seminário Fotos: Jorge Santos
Texto de Maysa Cavalcante

A Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) faz um intenso trabalho de reestruturação do canil do Complexo Penitenciário. Além dos investimentos na melhoria física e aquisição de novos animais, os servidores estão sendo capacitados para aperfeiçoar as técnicas com os animais e fortalecer a segurança nos presídios.

 

Nesta semana, 13 adestradores e agentes penitenciários que treinam os cães periodicamente participam do 4º Seminário Dog Show K9 de Comportamento e Obediência. No curso ministrado por José Moutella, foram transmitidas técnicas para analisar o comportamento dos cães e torná-los aptos para auxiliar os agentes nas operações.

 

O supervisor do Comando de Operações Penitenciárias (COP), agente penitenciário Marcus Cavalcante, explica que a participação dos servidores nas qualificações potencializa as ações com os cães. "Fomos treinados para analisar as aptidões dos animais e direcioná-los para as funções de guarda, faro ou intervenção. As técnicas otimizam a análise, seleção e treinamento dos cães", conclui o supervisor.

Marcus Cavalcante lembra ainda que além dos cursos, os outros investimentos recentes refletem o estágio de evolução dos trabalhos no canil do Complexo Penitenciário. "Com o apoio do titular da Seris, coronel Marcos Sérgio de Freitas, recentemente, adquirimos oito filhotes da raça pastor-belga Malinois e, no final do ano passado, reformamos o canil", comenta.

 

Auxílio importante

 

Além do pastor-belga Malinois, o espaço conta com cães das raças pitbull e rottweiler. Os animais farejam itens ilegais nos presídios, como narcóticos ou explosivos, evitam tentativas de fuga e contêm distúrbios da ordem. No período noturno, a contribuição deles na segurança de uma unidade prisional pode chegar a 50%. Para evitar sobrecarga, há um rodízio entre os cachorros. A cada três dias trabalhados, os cães ganham um dia de folga.