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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Sexta, 12 Janeiro 2018 14:38
TECNOLOGIA E JUSTIÇA

Seris e TJ iniciam cadastramento biométrico no sistema prisional

Projeto pioneiro teve início no Presídio Feminino Santa Luzia; procedimento propicia mais integração entre os órgãos da segurança pública e Poder Judiciário

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Inicialmente, apenas as reeducandas sentenciadas serão cadastradas Inicialmente, apenas as reeducandas sentenciadas serão cadastradas Ascom Seris
Texto de Mayara Wasty

Um importante passo para dar mais segurança no cárcere e agilidade processual foi dado nesta sexta-feira (12). A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) firmou parceria com o Tribunal de Justiça de Alagoas para fazer o cadastramento biométrico dos custodiados do sistema prisional e abastecer o Banco Nacional de Monitoramento de Prisão.

 

O projeto piloto está sendo desenvolvido no Presídio Feminino Santa Luzia. Inicialmente, apenas as reeducandas sentenciadas serão cadastradas. Os dados colhidos foram encaminhados para um banco nacional que também será abastecido com informações da Polícia Militar, Civil e Instituto de Identificação. A iniciativa representa um marco na gestão prisional.

 

O vice-presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Celyrio Adamastor, destaca os avanços com a implantação do sistema, “É importante conhecermos a população carcerária de todo o Estado e com isso teremos mais segurança. É importante trabalharmos em conjunto com todo sistema de segurança, pois vamos conhecer o preso para ressocializar, preparando ele para ser reintegrado à sociedade”, disse o magistrado.

Geórgia Hilário, agente penitenciária e chefe do Presídio Feminino Santa Luzia, fala sobre o impacto da iniciativa na unidade. “Vai facilitar na porta de entrada, no recebimento das reeducandas. Com a implantação da biometria, outras características estão sendo inseridas no sistema, complementando aquelas que já são utilizadas. Com o novo programa, teremos outros tipos de informação, como noções no nível de progressão”, explica a agente.

 

“Isso vai facilitar na dinâmica do sistema prisional, principalmente no setor de prontuário, onde todas as informações estarão conectadas junto ao Tribunal de Justiça, num contexto nacional”, completa Geórgia Hilário.

 

Para o chefe de Serviços Penais, agente penitenciário Ricardo Bispo, o maior benefício do novo sistema é a segurança. “Há muito benefícios, pois vai unificar tudo e teremos mais controle nas informações. Será uma junção de informações catalogadas e compartilhadas”, finaliza Bispo.