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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Segunda, 23 Outubro 2017 17:12
FUTURO PROMISSOR

Reeducando relata expectativa para fazer prova do ENCCEJA

Provas acontecerão nas unidades prisionais no próximo mês

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Avaliação será aplicada como certificação dos ensinos fundamental e médio Avaliação será aplicada como certificação dos ensinos fundamental e médio Foto: Jorge Santos
Texto de Mayara Wasty

Concluir o ensino médio e ingressar em uma faculdade é o sonho de muitos brasileiros. No sistema prisional alagoano, os reeducandos terão a oportunidade de tornar esta conquista real graças ao trabalho da Gerência de Educação da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris).

 

Além de oferecer o aprendizado no cárcere, o setor criou condições para que o Exame Nacional para Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) fosse aplicado nos presídios nos dias 21 e 22 de novembro.

 

Para ter um bom desempenho nas provas, os alunos contam com o conhecimento dos professores e agentes penitenciários dentro e fora das salas de aula dos presídios. Neste ano, 401 reeducandos que cumprem pena em Alagoas foram inscritos. Destes, 276 deverão realizar as provas como certificação para o nível fundamental, no dia 21 de novembro, e 125 deverão fazer os testes para o nível médio, no dia seguinte.

 

Amaviel Ferreira é um dos reeducandos que farão a prova do ENCCEJA. Ele fala sobre a importância do primeiro passo para atingir seu grande objetivo profissional. “Vou fazer para concluir o Ensino Médio. Isso vai me ajudar bastante, pois vou poder entrar em uma faculdade para ser futuramente um grande arquiteto, quero investir nessa área”, conta.

 

Para o custodiado, seus sonhos são maiores que as dificuldades. “Tenho estudado bastante para ser aprovado e receber a certificação. Como tenho um pouco de dificuldade em Matemática, estou priorizando essa matéria para não ter dificuldade na prova. Estou confiante em um bom resultado no exame”, completa.

 

A supervisora de Educação, agente penitenciária Genizete Tavares, explica que levar essas certificações para os privados de liberdade é assegurar mais igualdade. “Esse programa vem trazer ao sistema prisional o que os presos mais precisam: oportunidade para construir um futuro digno a partir da educação”, disse.

 

Educação no âmbito carcerário

Desde 2011, existe a oferta de educação formal para os custodiados. Atualmente, o sistema prisional conta com 25 salas e um total de 327 alunos. Isso inclui 12 graduandos nos seguintes cursos superiores à distância: Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Administração, História, Ciências Contábeis, Gestão Pública, Gestão de Recursos Humanos e Geografia.