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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quarta, 11 Outubro 2017 18:40
AVANÇO

UPAs farão primeiro atendimento a trabalhadores da saúde vítimas de acidentes biológicos

Sesau apresentou nesta quarta-feira (11) o protocolo e fluxo assistencial das vítimas

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Texto de Thallysson Alves

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) serão as responsáveis pelo primeiro atendimento aos profissionais de saúde que sofrerem acidentes com material biológico. Para isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest), apresentou, nesta quarta-feira (11), o Protocolo de Tratamento a Vítimas de Acidentes de Trabalho com Material Biológico. 

 

O protocolo foi idealizado de forma participativa, por técnicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maceió e Arapiraca, unidades de saúde da Sesau e UPAs, sob o acompanhamento da Superintendência de Atenção à Saúde (SUAS). Agora a ordem é executar e melhor atender os profissionais que eventualmente apresentem risco de contágio de HIV e hepatites B e C.

 

As UPAs irão passar a também participar dessa demanda e assumir a responsabilidade pelos primeiros atendimentos nesse tipo de acidente de trabalho. Conforme a supervisora, a exposição de materiais biológicos representa 53% dos casos de acidentes de trabalho, registrados em Alagoas em 2016.

 

“Com a criação e implantação desse novo protocolo, Alagoas avança na prevenção e tratamento dos acidentes de trabalho com materiais biológicos. Com esta medida, prezamos pela saúde e bem-estar dos profissionais de saúde, evitando o aumento do número de pessoas infectadas com agentes perigosos, como o HIV”, argumentou Gardênia Santana.

 

“Antes, quem se expunha a materiais biológicos procurava a chefia imediata que dava todos os encaminhamentos necessários, direcionados ao Hospital Escola Dr. Hélvio Auto, em Maceió. Agora, nós queremos descentralizar a essa assistência e assegurar que as UPAs fiquem responsáveis pelo primeiro atendimento dos trabalhadores que sofrerem acidentes com material biológico”, salientou Gardênia Santana, supervisora do Cerest.