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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quarta, 11 Outubro 2017 18:24
fomento internacional

Fapeal viabiliza curso de comunicação científica através de cooperação internacional

3ª edição do programa Researcher Connect oferta aperfeiçoamento da língua inglesa para fins acadêmicos e de pesquisa

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Flávia Pires, uma das treinadoras do British Council, orientou as aulas destacando programa oferece oito módulos Flávia Pires, uma das treinadoras do British Council, orientou as aulas destacando programa oferece oito módulos Fotos: Tárcila Cabral
Texto de Tárcila Cabral

Alagoas vem assumindo a dianteira no processo de estruturação do seu sistema científico e a interação com as agências de fomento internacionais está aumentando este escopo. Fruto de uma articulação realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapea), em conjunto com o British Council e o Newton Fund, foi promovido o Researcher Connect, um curso da língua inglesa direcionado a linguagem e comunicação científicas.

 

A cooperação tem a finalidade de incentivar a cultura acadêmica, influenciando os pesquisadores a publicarem obras em veículos de alcance internacional. O método não é voltado para o ensino da Língua Inglesa: Seu foco é ministrar técnicas que facilitem a produção e o relacionamento entre os grupos na hora da elaboração de produções científicas.

 

As atividades foram desenvolvidas ano Centro Universitário Tiradentes (Unit), entre os dias 9 e 11 de outubro, com a participação assídua dos docentes da instituição. A Unit foi selecionada para esta oportunidade pelo segundo ano consecutivo, através de um edital que chega a sua terceira edição.

 

Segundo Flávia Pires, uma das treinadoras do British Council que orientou as aulas, o programa oferece oito módulos e a universidade, baseada na necessidade dos seus pesquisadores, escolhe o conjunto específico que atenderá as suas demandas.

 

Dentro disso, as treinadoras propuseram quatro focos: o Foundationque promove conhecimentos e táticas para que os pesquisadores se comuniquem de maneira clara e precisa; o Effective e-mails, um conceito de aprendizagem e adaptação de e-mails para diferentes públicos, refletindo sobre conceitos de escrita; o Abstract, onde os pesquisadores identificam e refinam seu estilo particular de escrita de resumos em inglês e também entendem como desenvolver técnicas próprias adaptando modelos; oPersuasive Proposals, em que se desenvolvem habilidades de escrita persuasiva, organizadas de maneira lógica e com linguagem que convença àqueles que importam; e o Group Project, o qual reforça os aprendizados obtidos nos módulos anteriores, promove a inovação e ajuda os participantes a prever as aplicações práticas das habilidades.

 

 A avaliação inicial garante alto nível ao desenrolar do curso, já que os próprios inscritos passam por uma pré-seleção feita pelo British Council, para atingir um nivelamento. Quando os pesquisadores chegam ao curso, não se espera que eles tenham a fluência de um nativo, mas disponham de um certo conhecimento prévio. “O curso é de comunicação científica e a gente vai aperfeiçoando a comunicação com os participantes e, no terceiro dia eles já se comunicam melhor do que no primeiro, o processo vai acontecendo naturalmente”, frisa Flávia Pires.

 

Numa visão democrática, Mônica Campineli, também instrutora treinadora em língua inglesa, reforça esta visão de que o potencial dos pesquisadores do Nordeste é o mesmo em comparação a outras regiões, faltando apenas mais incentivos. Ela explica que estes programas procuram diminuir principalmente as distâncias existentes: “Historicamente, o Sul e Sudeste acabaram angariando mais verbas e sendo mais contemplados nestas parcerias. Um dos propósitos do Newton Fund, que é um dos parceiros, é justamente esta inclusão das regiões menos contempladas”, alega.

 

Os professores acreditam que esta cooperação, aumenta a atuação dos grupos de estudo locais que passam a se associar às cooperações científicas internacionais. Docente da Unit, Davy Baia, cita que o aperfeiçoamento o auxiliará na hora de publicar e indexar os trabalhos em revistas científicas, num contexto externo e com peso no nível de produção.  “Eu acredito que é importante o aprendizado de outra língua, principalmente a inglesa, porque ela é de fato a que a gente utiliza para publicar em periódicos de alto impacto”, frisa o professor.

 

A coordenadora de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Unit,Daniela Kabengele, ressalta que aportar conjuntamente este edital com a Fapeal foi de grande valia para o centro universitário, ao ofertar um curso presencial de desenvolvimento de habilidades de comunicação científica em língua inglesa. “Sabemos que quando se trata de pesquisa acadêmica individual, a necessidade de se publicar descobertas é fundamental. E existe ainda a necessidade de comunicar estas descobertas para além da comunidade científica, de forma a utilizar os resultados para justificar até mesmo o uso dos recursos públicos, para financiamento de novas atividades de pesquisa”, cita a doutora em Antropologia.

 

Neste sentido, o curso de escrita inglesa colabora com todo este processo, e vem ao encontro de uma prerrogativa do próprio Ministério da Educação, através da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que é de internacionalização. Kabengele enfatiza ainda que o curso permitirá aos pesquisadores sediados em Alagoas estabelecerem redes fortes, com outros parceiros internacionais.

 

A coordenadora também aponta, além do contentamento por ofertar pela segunda vez o programa na Unit, que este é igualmente importante por criar uma oportunidade de auxílio à produção de conhecimento e publicização de pesquisas e trabalhos, num contexto onde estas elaborações sejam revertidas para o desenvolvimento do Estado.