Notícias

AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quarta, 23 Março 2016 16:57
PRATICIDADE

Feira do Peixe Vivo atrai quase duas mil pessoas no primeiro dia

Duas toneladas e meia de pescado foram comercializadas do primeiro dia da feira, que prossegue nesta quinta (24), no Parque da Pecuária

Compartilhe:

  • Facebook
  • Twitter
Pescado de qualidade está sendo ofertado na feira. Pescado de qualidade está sendo ofertado na feira. Fotos: Ailton Cruz e Petronio Viana
Texto de Petrônio Viana

A primeira edição da Feira do Peixe Vivo em 2016 atraiu nesta quarta-feira (23) quase duas mil pessoas ao Parque José da Silva Nogueira, o Parque da Pecuária, no bairro do Trapiche da Barra, em Maceió. O cálculo foi feito pelos técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri), que promove a feira. O volume de pescado comercializado chegou a duas toneladas e meia neste primeiro dia.

 

 

Satisfeito com resultado desta quarta, o aquicultor Jailson da Silva, do município de Junqueiro, disse ter uma perspectiva ainda melhor para esta quinta-feira (24), véspera da Sexta-Feira da Paixão, quando a feira terá continuidade. “Hoje, vendi 750 quilos de tilápia. Para amanhã, temos mais 1.200 quilos reservados. E tenho certeza de que vamos vender tudo”, afirmou Jailson da Silva.

 

O grande diferencial da feira é a possibilidade do consumidor escolher seu pescado ainda vivo. Nesta edição, podem ser encontrados surubins, tilápias e tambaquis, que ficam em quatro tanques instalados no local. Mas também é possível encontrar o sururu, camarão e peixes de água salgada como arabaiana, pescada, serra, atum e dourado, devidamente refrigerados.

 

Os preços variam entre R$ 10,00 (tilápia e tambaqui) e R$ 35,00 (arabaiana e pescada) o quilo, podendo ser negociados diretamente com o produtor. Frutas, verduras e hortaliças da agricultura familiar também estão à disposição do frequentador.

 

 

“Mais fresco, impossível”, brincou o mototaxista Genival José da Silva, que comprou dois quilos e meio de tambaqui. “É a primeira vez que eu venho. O preço é bom, o atendimento e a higiene também. Gostei muito da feira”, completou.

 

Para Nilton Silva Santos, proprietário de uma oficina mecânica no bairro do Trapiche, o que mais chama a atenção na Feira do Peixe Vivo é o processamento do pescado, em local reservado, sem custo adicional. “Gostei da equipe que trata o peixe. Isso acaba sendo muito prático para quem mora sozinho ou não quer dar trabalho à esposa em casa”, disse Nilton, com um sorriso no rosto e três quilos de tilápia nas mãos.

 

 

Segundo o superintendente de Aquicultura da Seagri, Manoel Sampaio, a expectativa para o segundo dia da Feira do Peixe Vivo é de aumento no volume de pescado comercializado.

 

“Temos que ter consciência de que estamos no final do mês e de que atravessamos uma crise, mas a tradição do pescado na Semana Santa é muito forte entre os alagoanos. Nesta quinta, como será ponto facultativo para os servidores públicos, temos certeza de que teremos um fluxo ainda maior de frequentadores e um volume grande de peixes vendidos aos maceioenses”, avaliou Sampaio.

 

 

O secretário executivo de Políticas Agropecuárias e Agronegócio da Seagri, Álvaro Otávio Machado, destacou a importância da feira na valorização e incentivo ao produtor alagoano, que veio de municípios como Igreja Nova, Jequiá da Praia, Junqueiro e Teotônio Vilela para oferecer seu peixe ao lado de pescadores da capital.

 

“Quando a gente chega no supermercado, normalmente só encontra produtos de outros estados, alguns até do Paraná, congelados há dias. Aqui, o cliente tem certeza de comprar um peixe de qualidade, escolhendo aquele que ele preferir ainda vivo. E o melhor é a valorização do pescado local, gerando renda no próprio Estado e garantindo o sustento dessas famílias do campo, para quem buscamos oferecer uma nova Alagoas”, afirmou Machado.

 

 

A Feira do Peixe Vivo volta a acontecer nesta quinta-feira, no Parque da Pecuária, das 7h às 13h. Ela é realizada pelo Governo de Alagoas por meio da Seagri, com o apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Faeal), Federação dos Pescadores de Alagoas (Fepeal), Sebrae-AL, Instituto de Desenvolvimento Rural e Abastecimento de Alagoas (Ideral), Associação dos Criadores de Alagoas (ACA) e Grupo Ferreira Hora.