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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Terça, 12 Setembro 2017 16:34
EDUCAÇÃO INDÍGENA

MEC discute com indígenas de Alagoas e Sergipe propostas para a educação escolar

Etapa regional AL/SE da II Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena acontece no Cenfor, no Cepa, até quinta-feira (14)

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Indígenas, MEC e secretarias, estão empenahdos para ouvir, participar, avaliar e discutir a qualidade da educação Indígenas, MEC e secretarias, estão empenahdos para ouvir, participar, avaliar e discutir a qualidade da educação (Fotos: Valdir Rocha)
Texto de Manuella Nobre

Povos indígenas de Alagoas e Sergipe estarão reunidos, até quinta-feira (14), com representantes do Ministério da Educação (MEC), no Centro de Formação Ib Gatto Falcão (Cenfor), no Cepa, para a etapa regional da 2ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena (Coneei).

 

O momento, que visa discutir avanços e propostas para a educação escolar indígena em cinco eixos: organização e gestão, práticas pedagógicas diferenciadas, formação e valorização de professores indígenas, política de atendimento na educação básica e educação superior de povos indígenas, conta com apoio das respectivas Secretarias de Estado da Educação (Seduc), Fundação Nacional do Índio (Funai), Universidades Federais de Alagoas (Ufal), Sergipe (UFSE) e Pernambuco (UFPE), entre outras instituições.

 

Susana Grillo, representante da Diretoria de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as relações étnico-raciais/Secadi/MEC, informa que os dois estados têm maior possibilidade alcançar seus objetivos por estarem ligados apenas às redes estaduais, afirmando que Ministério da Educação estará unido a estas instituições em busca da qualidade da educação destes povos.

 

 

“Após a primeira conferência, realizada em 2009, recebemos um pedido de representantes indígenas para esta segunda, que após um debate forte o MEC acolheu. Ela está sendo organizada em três etapas: local, nas comunidades educativas; regionais, entre AL e SE, e, por último, a culminância da conferência na etapa nacional.

 

A proposta é avaliar a atual realidade da educação escolar indígena, seus avanços e as dificuldades que os sistemas políticos estão vivenciando para efetivar seus direitos. É um espaço político, formativo e propositivo de políticas para melhorar a educação nacional indígena de acordo com a legislação.

 

Os indígenas estão bastante empenhados e o MEC está aberto, junto com as Secretarias, para ouvir, participar, avaliar e discutir a qualidade da educação”, avalia a representante do ministério.

 

Propostas

 

As propostas foram construídas pelos indígenas em comunidades educativas locais representando todos os povos. Em Alagoas foram cinco: Xucuru-Kariri, Wassu Cocal, Kariri-Xocó, Alto Sertão (Jeripancó, Katokinn, Koiupanká) e Baixo São Francisco (Karapotó, Tingui-Botó e Aconã) e, em Sergipe, na comunidade Xokó.

 

A presidente do Fórum Estadual Permanente de Educação Escolar Indígena de Alagoas, Rosineide dos Santos Silva, faz uma avaliação deste momento. “Estamos vivenciando momento ímpar, junto com MEC, numa grande integração que fortalecer muito, com um novo olhar e um novo caminhar.

 

 

 

Todos os cinco eixos pautados na conferência são prioritários, para serem discutidas e construídas, em grupo, as propostas do documento final. Esperamos que a gente consiga avançar na educação que todos queremos”, considera.

 

Maria das Dores, a Dadá, uma das representantes de Sergipe, fala da sua realidade. “Esperamos consolidar algumas ações. Acho que a maior reivindicação das políticas públicas entre índio e Estado é a garantia de uma escola diferenciada e intercultural. Eu acredito nisso”, declara.

 

De acordo com o superintendente de Políticas Educacionais da Seduc, Ricardo Lisboa, este evento, preparatório para a etapa nacional, visa alinha ainda mais o diálogo das secretarias com os 100 delegados.

 

“Esta etapa é importante, pois estamos colhendo as propostas dos dois estados, com destaque para Alagoas, onde temos 12 comunidades indígenas, enquanto em Sergipe temos apenas uma. São quatro dias muito importantes e até quinta-feira estaremos escolhendo os 15 delegados, entre Alagoas e Sergipe, para encaminhar à etapa nacional, em novembro”, revela o superintendente.