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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Terça, 05 Janeiro 2016 13:50

Sesau divulga Protocolo Estadual de Vigilância da microcefalia

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Sesau divulgou nesta terça-feira (5) Protocolo Estadual de Vigilância da microcefalia relacionada à infecção pelo zika vírus Sesau divulgou nesta terça-feira (5) Protocolo Estadual de Vigilância da microcefalia relacionada à infecção pelo zika vírus Divulgação

Danielle Cândido

 

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgou nesta terça-feira (5) o Protocolo Estadual de Vigilância da Microcefalia relacionada à infecção pelo zika vírus e atenção à saúde dos casos notificados. O documento orienta para as ações a serem desencadeadas pela rede de serviços de saúde para o enfrentamento da microcefalia no Estado de Alagoas, que tem referência nos indicativos do Ministério da Saúde (MS).

 

Conforme o documento, o Protocolo Estadual tem o intuito de estabelecer critérios para a detecção e notificação de quadros sugestivos de microcefalia intrauterina, em recém-nascido e gestante com exantema; o monitoramento da situação epidemiológica das complicações associadas à infecção pelo zika vírus; e a definição do fluxo e orientações para o diagnóstico e atenção à saúde às gestantes e aos recém-nascidos com microcefalia.

 

O cuidado com a microcefalia - anomalia em que o perímetro cefálico é menor que o normal - se deve ao reconhecimento, pelo Ministério da Saúde, da relação entre o aumento na prevalência de microcefalias no Brasil com a infecção pelo zika vírus durante a gestação. Segundo o protocolo, essa é uma relação nova que pode ocorrer em crianças cuja mãe tenha histórico de infecção pelo zika vírus no período da gestação.

 

Para aprimoramento da vigilância da microcefalia relacionada à infecção pelo zika vírus, o protocolo determina que a equipe municipal de vigilância, em articulação com a equipe de Atenção Básica, deverá identificar as gestantes, fetos com alterações do Sistema Nervoso Central (SNC), abortos espontâneos e natimortos - todos decorrentes de possível relação à infecção pelo zika vírus durante a gestação, além de recém-nascido vivo com microcefalia decorrente desta mesma relação.

 

Para cada ocorrência, o protocolo descreve a definição do caso e a sua notificação; as medidas a serem adotadas quanto ao fluxo de acompanhamento da gestante e do recém-nascido; os exames laboratoriais, de imagem e específicos; e também as unidades de referência e municípios de abrangência para o acesso ao serviço.