Notícias

AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Sexta, 11 Agosto 2017 17:54
Coral-sol

Equipe de gerenciamento costeiro instala placas para monitorar espécie invasora

Espécie chama a atenção pela beleza, mas coloca em risco outros organismos marinhos

Compartilhe:

  • Facebook
  • Twitter
No Estado existe um grupo de trabalho formado para evitar que a espécie se instale na costa alagoana No Estado existe um grupo de trabalho formado para evitar que a espécie se instale na costa alagoana Foto: Ascom/IMA
Texto de Clarice Maia

Mais quatro placas de recrutamento são instaladas na região do Porto de Maceió para monitorar a entrada da espécie invasora conhecida como coral-sol. O trabalho realizado pela equipe de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) aconteceu na manhã desta sexta-feira (11).

 

A expectativa da equipe é que as placas de metal sirvam como espécies de substratos para a fixação por atrair os organismos. O local para colocação dos equipamentos foi definido porque o coral pode ser carregado por navios que passam por áreas afetadas. Dessa forma será possível identificar mais rapidamente a presença de pólipos da espécie que é considerada bioinvasora.

 

A atuação corresponde a uma das medidas preventivas adotadas para evitar a infestação desse tipo de organismo. Isso porque o coral-sol chama a atenção pela beleza, mas é exótico e causa grandes prejuízos às espécies nativas, uma vez que cresce rapidamente e possui vantagens competitivas em relação aos organismos locais.

 

Com uma estimativa de multiplicação cerca de três vezes maior, cada colônia desses corais pode liberar até 5 mil larvas a cada ano. Tendo uma infestação tão massiva, a vida marinha praticamente desaparece onde ele se instala, ocasionando, dessa forma, um desequilíbrio na fauna e na flora nativas e até mesmo a extinção de espécies da região invadida.

 

As placas são produzidas em aço. As duas primeiras foram instaladas no dia 11 de março e, nessa sexta-feira (11) foram colocadas mais quatro. Na próxima semana, as primeiras placas serão verificadas, como parte do trabalho de monitoramento. Elas ficam entre três e quatro metros de profundidade e são monitoradas trimestralmente.

 

No Estado existe um grupo de trabalho formado para evitar que a espécie se instale na costa alagoana.

 

Além do IMA, fazem parte do grupo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Capitania dos Portos, Administração do Porto de Maceió, operadoras de mergulho e organizações não governamentais (ONGs) voluntárias.