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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quinta, 13 Julho 2017 18:13
MARCO HISTÓRICO

Audiências telepresenciais fortalecem a justiça em Alagoas

Somente no primeiro semestre do ano, 1.425 audiências foram realizadas, atendendo quase mil custodiados nos presídios

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Audiências telepresenciais asseguram os direitos dos custodiados e promovem a justiça em Alagoas Audiências telepresenciais asseguram os direitos dos custodiados e promovem a justiça em Alagoas (Fotos: Jorge Santos)
Texto de Mayara Wasty

Ferramenta mais eficiente do país, capaz de atender 100% do Estado. Sistema capaz de promover a interação de até dezesseis pontos de videoconferência, simultaneamente, graças ao trabalho desenvolvido nos Centros de Telepresença, localizado no Complexo Penitenciário, em Maceió, e Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano.

 

 

A ferramenta foi implantada de forma pioneira em Alagoas, pela Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), em parceria com o Tribunal de Justiça. Em funcionamento há dois anos, o projeto, hoje já consolidado, atende mais de 67 pontos entre Varas e Comarcas Federais e de outros Estados, sendo 64 em Alagoas.

 

Ao todo, sete salas de audiências telepresenciais funcionam nos presídios. A iniciativa gera mais celeridade no deslocamento dos custodiados, facilidade na logística de transporte dos agentes penitenciários, segurança, economia e justiça, como destaca o assessor técnico de Telepresença, Gilton Messias.

 

 

“Temos um dos sistemas mais eficientes do Brasil, atendendo cerca de 90% do Estado, faltando apenas algumas cidades menores”, comenta o assessor.

 

No primeiro semestre deste ano, 1.425 audiências foram realizadas, atendendo 974 reeducandos. O número supera todo o ano de 2016, que teve 1.200 audiências.

 

“Sem dúvida, a telepresença gera celeridade, além de ajudar no transporte dos internos. O trabalho de escolta que era feito para a audiência agora é empregado em outras finalidades”, salienta o juiz Braga Neto.

 

 

O secretário executivo de Gestão Interna, major Henrique do Carmo, explica que a tecnologia é uma alternativa para minimizar a superlotação dos presídios. “O sistema prisional brasileiro vive superlotado por diversos fatores. Com a telepresença aceleramos os julgamentos e, consequentemente, desafogamos o sistema prisional”, fala o gestor da Ressocialização.