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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Quinta, 03 Março 2016 10:40
PARCERIA

Saúde e Cruz Vermelha traçam estratégias para combate ao Aedes aegypti

Rozangela Wyszomirska apresentou situação epidemiológica a representantes da Federação Internacional da instituição

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Alagoas está engajado para combater o Aedes aegypti; secretária Rozangela Wyszomirska fez uma ampla explanação das ações implementadas em todo Estado Alagoas está engajado para combater o Aedes aegypti; secretária Rozangela Wyszomirska fez uma ampla explanação das ações implementadas em todo Estado Divulgação e Carla Cleto
Texto de Ascom/Saúde


A secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, e representantes da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) se reuniram na quarta-feira (2), na sede da filial de Alagoas, no bairro de Mangabeiras, em Maceió, para discutir estratégias de enfrentamento do Aedes aegypti. Durante a reunião, que contou com a presença de integrantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/AL) e da Defesa Civil Estadual, foi apresentado o Plano Estadual de Enfrentamento do Aedes aegypti.

A finalidade da visita da comitiva nacional e internacional – que já esteve na Paraíba e Rio Grande do Norte e nesta quinta-feira (3) vai a Pernambuco - foi conhecer as ações de combate ao Aedes aegypti e, a partir de então, definir estratégias de fortalecimento para a força-tarefa alagoana. Isso porque, a Cruz Vermelha - que está em 190 países e tem média de 497 milhões de voluntários no mundo - possui experiência em ações na guerra, ajuda humanitária, catástrofes e epidemias.

 

 

A secretária de Saúde do Estado, Rozangela Wyszomirska, apresentou o cenário de Alagoas, com dados atualizados, da dengue, zika e chikungunya. A titular da Sesau afirmou que 70% dos municípios alagoanos estão com índice de infestação acima do considerado sob controle e que o Estado registrou 30.7 mil casos notificados de dengue em 2015, sendo que em 2014 foram 16 mil.

“Estamos há 30 anos tentando acabar com o Aedes aegypti e os municípios estão fazendo a sua parte e o Estado já capacitou os agentes comunitários para apoiarem os agentes de combate a endemias”, destacou Rozangela.

Entraves

A secretária listou, dentre as dificuldades enfrentadas no combate ao mosquito a falta de uniforme e identificação dos profissionais; a desarticulação do trabalho entre agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde; além da aplicação de recursos que os municípios estão fazendo. Isso porque a Constituição define que os municípios devem investir em saúde 15% da Receita Corrente Líquida, mas alguns chegam a dispor de até 21%, o que vem preocupando os gestores que não têm capacidade financeira para enfrentar o problema.

 

 

O diretor-financeiro do Cosems/AL, Sival Clemente, ressaltou que as regiões do Agreste e Sertão - segundo mapa exposto pela Sesau - são as mais afetadas por causa da dificuldade de abastecimento de água, uma vez que a maior parte da população não tem água potável e armazena-a de forma inadequada. “O País deve se preocupar com saneamento básico, abastecimento de água e o destino dos dejetos. Não dá para intensificar ações e priorizar o controle da dengue quando esta é a área menos financiada pelo Ministério da Saúde, já que o governo diminuiu o número de agentes de endemias na epidemia que estamos vivendo”, alertou.

 Após a reunião com os diversos atores alagoanos envolvidos com o problema, a Cruz Vermelha vai fazer um relatório com as demandas do Estado, como forma de nortear a ajuda que a instituição pretende dar a Alagoas a partir de agora. O médico colombiano Edwin Armenta, da FICV, tomou ciência da situação de Alagoas e se comprometeu em apoiar a causa de combate ao Aedes. 

Ele aposta na soma de esforços não só do poder público, mas de todas as instituições e de representantes da sociedade civil organizada no enfrentamento do Aedes. De acordo com Armenta, investimentos financeiros e políticas públicas para combater a epidemia são relevantes, mas reforça que somente a educação comunitária trará êxito no combate ao mosquito. “Nossas ações humanitárias não vão vencer o mosquito se não houver um trabalho educativo e de conscientização ombro a ombro, envolvendo crianças, jovens e adultos no mutirão em suas próprias comunidades”, destacou o médico.

A voluntária da instituição, Salete Beltrão, sugeriu a formação de grupos de voluntários envolvendo estudantes, jovens e idosas que, ociosos, podem formar uma corrente de sensibilização e mobilização em suas comunidades para erradicar os focos do mosquito.