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AGÊNCIA ALAGOAS

Governo do Estado de Alagoas
Terça, 07 Abril 2020 18:44

Alagoas tem 34 casos confirmados de Covid-19

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informa, nesta terça-feira (07/04), que Alagoas tem 34 casos confirmados da Covid-19, além de 295 em investigação e 553 descartados. Dois óbitos foram registrados até o momento. Os dados constam do Boletim Epidemiológico 32, emitido pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).


O primeiro óbito, confirmado no dia 31/03, era um homem de 64 anos. O segundo, cujo resultado foi divulgado na sexta-feira (03/04), tinha 78 anos. As duas vítimas residiam em Maceió.

Quanto aos casos confirmados, 28 residem no estado, sendo 24 em Maceió e quatro no interior, uma vez que Porto Real do Colégio tem um caso, Marechal Deodoro aparece com dois e Palmeira dos Índios surge com um caso. As outras seis pessoas que testaram positivo para a Covid-19 residem no Rio de Janeiro (2), em Brasília (2) e em São Paulo (2).

Dos 34 casos confirmados em Alagoas para a Covid-19, onze já finalizaram o isolamento domiciliar e não apresentam mais sintomas da doença.

A prevenção ao novo coronavírus fez disparar a procurar por máscaras e álcool em gel. Quando não sumiram dos estoques de farmácias e supermercados, os dois itens essenciais foram inflacionados a preços exorbitantes. O mesmo efeito atingiu em escala global os chamados respiradores mecânicos – equipamentos utilizados no tratamento de casos mais severos de Covid-19.

Enquanto a explosiva demanda pelo aparelho vem provocando crises diplomáticas mundo afora, em Alagoas um grupo de pesquisadores busca apoio para produzir em larga escala um modelo mais eficaz e acessível da máquina. O protótipo está recebendo os últimos ajustes antes da primeira validação. “Estimo que até a próxima sexta-feira (10) a máquina esteja pronta”, prevê o matemático Rodrigo Santos, um dos proponentes do projeto.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) já sinalizou interesse em conhecer a iniciativa batizada de Respiral. “Estamos de portas abertas e à disposição para todos que de alguma forma queiram ajudar nesse momento tão crítico”, assegura o médico Marcos Ramalho, secretário-executivo de Ações de Saúde da Sesau. “Essas iniciativas são a prova da solidariedade humana. Elas são importantes porque, além de ajudar nesse cenário tão difícil, promovem o desenvolvimento científico. Promovem a busca por novas alternativas”, complementou o gestor.

Em mais um bom exemplo de contribuição voluntária, Rodrigo aliou seus conhecimentos de eletrônica com a expertise em engenharia de produção do professor Edson Camilo de Moraes, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal). Após pesquisar sobre respiradores e ouvir especialistas em infectologia e fisioterapia – que, em geral, é o profissional responsável por entubar os pacientes –, a dupla reuniu uma equipe multidisciplinar (programadores, engenheiros e estudiosos de áreas afins) para materializar uma ideia que pode salvar muitas vidas.

Baixo custo, alta funcionalidade

O grupo formado por sete pessoas começou os trabalhos há uma semana, em turnos diários, no laboratório montado na casa do próprio Rodrigo Santos. O financiamento inicial veio dos idealizadores, que estimam um custo final para o equipamento em torno de R$ 5 mil. “Dez vezes mais barato que o vendido no mercado”, aponta o inventor, que chegou a hospedar integrantes da equipe em sua casa para continuar com os testes.

Apesar de um pouco mais caro que o respirador recentemente desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), o projeto alagoano é mais completo, apresenta mais parâmetros de funcionalidade e pode se tornar ainda mais barato caso receba apoio na forma de doação de insumos e utilização de maquinário, como uma fresadora 3D, utilizada para a fabricação de peças e componentes.

Diferentemente dos modelos mais simples de respiradores utilizados no Brasil, o Respiral promete acompanhar com mais precisão o estado do paciente. “Temos inovações no modelo mecânico e na programação eletrônica. O nosso tem mais parâmetros, com um controle maior de variáveis como pressão, volume e quantidade de oxigênio”, exemplifica Ícaro Santos Ferreira, formando em engenharia mecatrônica e integrante da equipe.

O médico e jurista Adriano Nunes assessorou o projeto desde o início. “Fui integrado ao grupo e pude auxiliar na compreensão da fisiodinâmica da respiração humana e do respirador mecânico, tirando dúvidas fundamentais para o adequado funcionamento do aparelho”, explica ele, que sugeriu o nome Respiral para batizar projeto e aparelho. “Esses meninos são muito talentosos. O projeto deles é parecido com o que foi apresentado pela USP, mas ambos são genuínos, originais”, complementa.

Uma vez pronto, o experimento será encaminhado para validação pela MaceioTech, empresa alagoana especializada em testes e manutenção de equipamentos hospitalares, e também parceira do Respiral. Em seguida, será necessária aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e de outros órgãos.

Enquanto aguarda a liberação final, o projeto do ventilador pulmonar será apresentado à Sesau e a outras empresas e instituições, como a Braskem e o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). “Eles possuem maquinário e insumos para a fabricação em série do respirador”, garante Rodrigo. Quantos poderão ser produzidos por dia? A resposta depende de mais apoio e mobilização voluntária, seja da esfera pública ou da iniciativa privada.

Financiamento on-line

Para quem se interessou e deseja contribuir, vale visitar a página para financiamento on-line aberta pelo grupo no endereço: www.vakinha.com.br/vaquinha/respiral-respirador-pulmonar. Quando o protótipo estiver certificado, o grupo pretende disponibilizar o projeto na internet. “Assim, pessoas em outros lugares do Brasil receberão os manuais de mecânica e programação para construir em suas cidades”, almeja o pesquisador Ícaro Santos.


O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) está de mudança. O órgão ambiental passa a funcionar no bairro do Farol, em Maceió, a partir desta semana. A saída do Mutange, após 32 anos de história na sede, foi antecipada por causa da interdição das vias de acesso na região e da desocupação dos imóveis devido ao crescente risco de desabamento por conta da fragilidade do solo.

O atendimento presencial do IMA continua suspenso por determinação do decreto nº 69.624, que prevê o isolamento social no Estado.

A nova localização, na Avenida Fernandes Lima, é temporária. O Instituto não voltará à sede original, mas partirá definitivamente para outro local, ainda em reforma. O legado do IMA não abandonará o bairro Mutange, região que abrigou este, que é um dos mais antigos órgão ambiental do Brasil.

Ricardo César, responsável pelo Gerenciamento Costeiro (Gerco), está há 25 anos no IMA. Em sua trajetória, revela uma ligação pessoal com o prédio onde já esteve nomeado presidente do órgão ambiental. “O IMA esteve nesta casa desde 1988, quando foi fundado. Com o tempo, fomos crescendo, como se o órgão tivesse vida própria”, revela.

Além de a planta original, foram construídos o Laboratório de Estudos Ambientais, o Jardineto, o Herbário MAC e outros espaços para abrigar as gerências. O IMA também conta com duas bases descentralizadas, nos municípios de Penedo e Marechal Deodoro.

A Mudança na sede do órgão não é novidade para Rosângela Lemos, curadora do Herbário MAC. Ela conta que, antes, o serviço funciona na rua Cincinato Pinto, Centro de Maceió. “O Herbário tem 40 anos, é mais antigo que o IMA, e há 40 anos eu trabalho na coleção”, revela a bióloga, que entrou como estagiária na antiga Coordenação do Meio Ambiente e que, depois, se tornou o Instituto no bairro do Mutange.

O Herbário não será realocado agora, mas permanecerá fechado enquanto não for feita a mudança definitiva de sede. O Jardineto será conduzido para a base descentralizada do IMA, na Ilha de Santa Rita, e ficará disponível para visitas guiadas através de solicitação.

IMA continua com serviços online

A sede temporária entrará em operação após o período de isolamento social, determinado como forma de prevenção ao novo coronavírus. Gustavo Lopes, presidente do IMA, afirma que os serviços online vão continuar funcionando da mesma forma, de acordo com a paralisação do atendimento presencial do órgão.